ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 26 de junho de 2012

UM CRIME HORRENDO

 
ZERO HORA, 26 de junho de 2012 | N° 17112


PAULO SANT’ANA


E pasmem os meus leitores que não assistiram ao Fantástico: sabem onde era o cativeiro dos policiais sequestradores? No lugar mais óbvio para camuflar um cativeiro: nos xadrezes da delegacia.


Um crime horrendo, praticado por policiais que deviam evitar ou reprimir os crimes horrendos.


Há notícias, como essa, que seria melhor que delas não tivéssemos conhecimento. Mas eu não sou idiota a ponto de evitar determinados noticiários.


Policiais sequestrando em troca de fortunas e escondendo os sequestrados no xadrez da própria delegacia é o cúmulo da corrupção oficializada. Esses policiais só poderiam fazer isso com a conivência e chefia do delegado.


Pois o delegado era, segundo o Fantástico, o mais ilustre envolvido.


Se há momento em que fico estatelado, é quando noticiam corrupção na polícia ou na Justiça.


Na Justiça, é muito mais rara a corrupção do que na polícia.


Mas isso estraga a minha semana. E me suscita ódio.