ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

PESQUISA SEM MAQUIAGEM


WANDERLEY SOARES, O SUL, 07/06/2012


Sem defesa, o cidadão tem direito à legitima defesa.

Os pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) que se surpreenderam com o fato de os cidadãos de Porto Alegre admitirem o uso de violência contra a bandidagem por certo chegaram nos pampas sem conhecer as discussões que aqui se faz sobre segurança pública. Isto foi excelente, pois mostrou a pesquisa, com imparcialidade, não a maquiagem das informações oficiais, mas a verdadeira sensação de insegurança sentida na Capital de todos os gaúchos. Certa ou errada, a ideia de que a violência possa ser usada pelos organismos policiais contra a bandidagem apenas expressa uma reação de legítima defesa do cidadão indefeso. O governo da transversalidade deve meditar - e muito - sobre a pesquisa da USP que aponta para um clima sempre colocado em discussão, publicamente, através da torre deste humilde marquês.

Presídio Central

Por meio da Ajuris, o Fórum da Questão Penitenciária encaminhou, terça-feira última, um ofício à Secretaria Estadual da Segurança Pública pedindo permissão para realizar um seminário no auditório do Presídio Central de Porto Alegre. Além de conscientizar a sociedade sobre a situação da maior casa prisional do RS, o evento buscará ampliar a discussão no sentido de conhecer melhor o atual sistema carcerário gaúcho e saber qual o modelo que a sociedade deseja. Uma comissão montará a programação dos debates.

Tornozeleiras

A Susepe encerrou, ontem, o último teste para o uso de tornozeleiras eletrônicas que serão usadas por detentos do regime semiaberto que cometem delitos de menor poder ofensivo. A Fundatec apresentará na semana que vem o resultado das avaliações. Em verdade, ninguém lembra mais do número de semanas ou meses que tais dispositivos estão sendo testados. Mas isso parece estar no fim.

Drogas

Uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas no Vale do Rio Pardo, resultou na apreensão de mais de 200 kg de cocaína na manhã de ontem. A droga foi encontrada em um sítio de Candelária. Foram recolhidos R$ 130 mil em dinheiro e preso um casal.

Mamãe

Um assaltante preso na Capital portava uma carta de sua mãe pedindo a ele para que abandonasse o crime. O jovem de 19 anos é acusado de assaltos a pedestres no bairro Menino Deus.

Cofre

Quadrilheiros assaltaram uma transportadora localizada às margens da RS-122, em Caxias do Sul, e levaram o cofre da empresa.

Câmeras

Um traficante foi preso no chamado Território da Paz do bairro Rubem Berta na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo o Denarc, o homem de 38 anos instalou um sistema de câmeras de vídeo para monitorar ações policiais e o movimento de consumidores.

Fidelidade

A ida do coronel Rodolfo Pacheco para reserva, por ele mesmo solicitada, oficial superior de escol da Brigada Militar, que encerra sua carreira como subchefe da Casa Militar do Piratini, de há muito credenciado para o comando-geral da corporação, faz com que os brigadianos que estão na corrida para abraçar a legenda do governo da transversalidade coloquem suas barbas de molho. Pacheco foi de plena fidelidade ao PT e, por isso, curtiu uma longa e empoeirada planície. Com o PT no poder, ele, no máximo, conseguiu mais uma gema no ombro, mas isso não pelo partido, mas por sua estatura profissional. Vendo-se em terreno escorregadio, Pacheco optou por cultivar "comigo-ninguém-pode" em sua morada.