ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 12 de junho de 2012

GPS BM SEM VERBAS



FROTA VIGIADA

Falta dinheiro para BM colocar GPS em viaturas


Quando recursos chegarem, rastreamento deverá começar por Porto Alegre e Região Metropolitana


KAMILA ALMEIDA

O plano de monitorar via satélite a frota de 6 mil carros da Brigada Militar está finalizado, mas para ir adiante depende de um aporte de cerca de R$ 15 milhões. Quando a verba for liberada, a implantação do sistema de rastreamento das viaturas deve começar por Porto Alegre e por cidades das Região Metropolitana.

Osistema, em avaliação desde 2010, é aguardado para permitir um maior controle sobre a ação dos veículos da BM, que já analisou tecnologias usadas por outras polícias militares do país, como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

– A maioria dos Estados utiliza apenas o monitoramento da frota voltado para a parte administrativa da corporação, para reduzir custos, por exemplo. O nosso projeto é usar o rastreamento por GPS conectado com um sistema de análise criminal, estatística e de inteligência – destacou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Abreu.

Um repasse do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) de R$ 5 milhões para o projeto já foi aprovado, mas ainda não foi repassado. O restante deve ser conseguido mediante financiamento ainda não definido pela corporação.

No Vale do Taquari, acidentes com viaturas caíram a zero

Enquanto o trabalho mais amplo não vinga, os comandos regionais de pelo menos 96 municípios, somando cerca de 300 viaturas, já se movimentaram e conseguiram recursos para custear os veículos da própria corporação. Rio Grande foi o último a aderir, no final de maio.

O projeto-piloto se iniciou em outubro de 2010 nos 38 municípios do Vale do Taquari, sob o comando do tenente-coronel Antônio Scussel. Segundo ele, de lá para cá o número de acidentes com viaturas foi reduzido a zero:

– Hoje sabemos o itinerário percorrido detalhadamente. É possível fazer uma radiografia de cada turno de serviço e, com isso, programar melhor os próximos dias de atuação.

O sistema custou R$ 35 mil – pagos por meio de uma parceria que envolveu Justiça e Ministério Público e foi repassado para a Associação Lajeadense de Segurança Pública, que adquiriu o equipamento.