ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

RS REGISTRA DUAS VEZES MAIS VIGILANTES QUE BRIGADIANOS

CORREIO DO POVO 12/08/2013 19:02

Fonte: Samuel Vettori / Rádio Guaíba

Federação da categoria sustenta que é mais seguro atuar na iniciativa privada


Para cada policial militar lotado no Rio Grande do Sul, existem dois vigilantes empregados pela iniciativa privada. De acordo com dados da Federação Profissional dos Trabalhadores em Segurança Privada do Estado (FEPSP-RS), o Rio Grande do Sul soma cerca de 45 mil profissionais em atividade, mas o total com curso de formação chega a 130 mil. Já o número de policiais militares é de aproximadamente 23 mil.

O vigilante Paulo Everton Maciel Baptista é diretor da Federação. Ele era brigadiano mas deixou a farda em 1994 quando, segundo ele, um segurança recebia o dobro de um brigadiano. O vencimento inicial de um soldado hoje é R$ 1.703, conforme a Associação Beneficente Antonio Mendes Filho de Cabos e Soldados (Abamf), que diz que esse é o pior vencimento entre policiais militares no Brasil. O piso do vigilante é R$ 1.350.

A diferença salarial não é o maior atrativo para quem trocou a farda da BM por um uniforme da iniciativa privada, garante Baptista. “Os vigilantes são menos expostos a situações que podem acabar em morte”, resumiu. Neste ano, quatro brigadianos morreram, sendo três em confronto com criminosos e um – do Comando Rodoviário – em acidente de trânsito, coforme a Abamf. Não há registros de vigilantes mortos em confronto em 2013, segundo a federação da categoria.