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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DESAFIO DE FORMAR POLICIAIS PARA INSTALAR UPP NA MARÉ


PM tem desafio de formar 1.500 policiais para instalar UPP na Maré, diz novo comandante da PM
Coronel Luís Castro disse, ainda, que não pode afirmar que complexo receberá próxima unidade


O GLOBO
Atualizado:7/08/13 - 13h25

Novo comandante da PM Luís Castro em coletiva de apresentação do novo comandoPedro Kirilos / O Globo


RIO — O novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, disse nesta quarta-feira que a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Maré já é um desafio pela necessidade de serem formados 1.500 policiais para atuarem na região. Em entrevista ao telejornal "RJTV", o coronel afirmou que o processo de pacificação terá continuidade, sempre “voltado à sociedade”. Além disso, ele disse que o planejamento das UPPs segue um cronograma junto à Secretaria de Segurança e que ainda não pode dizer que o Complexo da Maré será a próxima comunidade a receber a unidade.

— Nós vamos continuar discutindo esse planejamento, quais seriam as futuras ações. Qual a próxima comunidade? Não posso adiantar aqui que o próximo passo é a Maré. Nem posso falar em Complexo do Lins. Isso ainda vai ser discutido — disse o novo comandante da PM, que disse que, apesar de já ter nomes pré-selecionados, ainda vai escolher o novo comandante das UPPs.

Sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Sousa, ocorrido no dia 14 de julho, na Favela da Rocinha, o coronel disse que espera que o caso seja logo esclarecido. Nesta terça-feira, policiais da Delegacia de Homicídios fazem buscas pelo corpo no alto da comunidade da Zona Sul do Rio.

— O fato é grave e nos preocupa bastante. Há um Inquérito Policial Militar em aberto, assim como há um inquérito na Polícia Civil, e a gente espera que, através do nosso inquérito, esse caso seja em breve esclarecido.

O coronel disse, ainda, que pretende corrigir possíveis erros da corporação.

Sobre o tráfico armado ainda presente em comunidades já pacificadas, o coronel Luís Castro disse que a corporação continuará trabalhando na mesma linha, e, segundo ele, “prisões estão sendo feitas de forma constante”, citando como exemplo as feitas na Favela da Rocinha. E voltou a falar sobre a aproximação da polícia com moradores:

— Não podemos dizer que uma realidade de anos vai ser mudada. E a gente quer se aproximar mais da sociedade, que vai entender que estamos proporcionando segurança. Não somos inimigos das pessoas.