ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

CESSAR AS BELIGERÂNCIAS, APARAR AS ARESTAS E DEFINIR PRÁTICAS

  • Cel RR e ex-Comandante-Geral da Brigada Militar

Jamais esqueçamos que as Polícias são, tradicionalmente, fragmentadas internamente e beligerantes entre si. Muitos dos integrantes do topo pensam mais em si no que no todo. 

Certa feita um amado Secretário de Segurança ao referir-se aos Oficiais disse num churrasco com Delegados que não se preocupassem com os brigadianos, porque eles só pensavam em promoção e medalha. Que Deus o tenha e a precocidade da sua partida impediu que recebesse as devidas contraditas. 

Não esqueçamos que o Governo só paga bem a quem teme, que possa denunciá-lo (MP), julgá-lo (até reter pagamentos de meras RPV), assessorá-lo (PGE e Defensoria). Até esconder servidor público em exercício regular no cargo, como é o caso do Chefe do Escritório de Representação do Estado do Rio Grande do Sul em Brasília. 

Diga-se a bem da verdade que essa esquiva deveria requisitar do Governador uma medida de cunho administrativo, para não repassar ideia de conivência. Afinal, trata-se de algo que envolve bem público. 

No entanto bem se sabe que o PT tem essa marca de fazer com que seus companheiros descriminalizem tantos tipos penais ao seu bel prazer e a imprensa colaborativa, interesseira e descompromissada com a verdade trata até de adotar suas terminologias que apaziguam o que deveria ser concebido como grave. Por fim, apenas um exercício temporal: Imaginemos se isso ocorresse em governo de outra sigla, o que diriam parlamentares e a própria imprensa?

AS POLÍCIAS PRECISAM ESTAR UNIDAS E JOGAR PESADO COMO TRADICIONALMENTE FAZ SEGUIMENTOS CONHECIDOS!
P.S. Precisamos unidade, concentração de esforços e diálogo com os Delegados. Precisamos aparar arestas e definir limites de práticas cartoriais para evitar perda de tempo na prestação da polícia ostensiva e disponibilizar o balcão das Delegacias para fatos relevantes; urge que se delimite espaços territoriais com coincidência de responsabilidades da PC e da BM e que os comandos e delegacias de regiões, da Capital tenha reuniões semanais para análise do estado de segurança do espaço considerado e planejamento, dentre outras que já escrevemos, falamos e insistimos. 

No entanto, precisamos de um Governador que queira aperfeiçoar a prestação a segurança ao cidadão. O atual Secretário é um grande cidadão e respeita as Chefias e as instituições, mas ainda falta mais. Parece que não se precisa de tanta tutela, apenas que se exija cumprir metas de governo e se acabe com a apropriação ideológica, pois bandido tem que ir para a cadeia e policial corrupto com pena em dobro. Do soldado ao coronel e do agente ao Delegado, TODOS tem que cumprir e o militar se não marchar direito tem que voltar a ir preso pro Quartel e o civil, sob as penas do Estatuto, mas de pronto. Esse é o sentido da prestação lisa, de respeito, onde os homens saibam dos seus limites e dos seus deveres. Será que o Governo quer isso ou rende mais voto alisar a cabeça de bandido e continuar tratando bem a quem lhe interessa?

Nos preparemos para bem votar e a contrariar dito que corre de que já tivemos um jornalista no topo e servidor público, com vergonha na cara, não pode sentir saudade e também uma mulher, cuja sucessão de contratempos, para não dizer escândalos, dominaram seu governo, além do que posso falar de cadeira, tratar-se de uma pessoa sem palavra. Digo isso porque a história pessoal e profissional da pré-candidata em nada se aproxima destes dois e vou me empenhar em sempre cobrar ou repassar alguma experiência ou mesmo aviso de risco, até daqueles que tem ojeriza pelo trabalho distante de tapetes felpudos, e sofás afundantes dos Poderes e em campanha e em composição de assessorias sempre contam, em maioria com assento na primeira fila, ou me recolherei!