ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 17 de março de 2014

DANÇA DAS CADEIRAS


ZERO HORA 17 de março de 2014 | N° 17735


Tempo de mudanças na cúpula da Segurança




Começa esta semana o ciclo de mudanças na cúpula da segurança pública gaúcha. O primeiro a sair é o delegado Ranolfo Vieira Junior, que deixa a Chefia da Polícia Civil para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.

Hoje à tarde, ele faz a última reunião de avaliação da gestão com delegados e agentes. A troca na Brigada Militar está prevista para depois da Copa.

A saída de Ranolfo era conhecida desde outubro, quando ele revelou desejo de candidatar-se a deputado estadual e assinou ficha de filiação no PTB. Desde então, surgem especulações sobre a sucessão. Em um primeiro momento, o subchefe Ênio Gomes de Oliveira surgiu como candidato natural, pois compõe a dobradinha com Ranolfo na Chefia desde o início da gestão, em janeiro de 2011, e representaria a continuidade do trabalho.

No últimos dias outros nomes entraram na corrida para ocupar o gabinete principal. Três delegados despontam como candidatos. Na sexta-feira, chegou a ser dito por interlocutores do governador Tarso Genro que o escolhido seria o delegado Antônio Vicente Vargas Nunes. Atual diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, ele tem bom conceito perante o governo e um admirador em especial, o subsecretário de Segurança Juarez Pinheiro.

Outro delegado com boas chances é Guilherme Wondracek, diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), o mais importante organismo de repressão ao crime organizado no Estado. Além de ser constantemente elogiado pelo trabalho, Wondracek conta com a simpatia de assessores de Tarso, lotados no Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas.

Além de Vicente e Wondracek, Carlos Sant’Ana, coordenador do Comitê Gestor do Programa RS na Paz, subordinado ao secretário da Segurança Pública, Airton Michels, corre por fora. A favor de Sant’Ana conta o fato de ele ser muito próximo do PT.

A troca na Chefia será realizada às 16h de quinta-feira, em solenidade no Palácio Piratini na qual o governador dará posse aos novos secretários que assumem vagas deixadas pelos que serão candidatos nas eleições de 5 de outubro. Na BM, o comandante-geral, coronel Fábio Duarte Fernandes, deve assumir uma das quatro vagas de juiz-militar no Tribunal de Justiça Militar após os jogos da Copa.