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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TIROTEIO TEM CONFLITO DE VERSÕES

EXTRA 18/02/14 07:00

Tiroteios na Rocinha durante fim de semana têm conflito de versões

Policiamento foi reforçado na Rocinha depois de tiroteio Foto: Guilherme Pinto / EXTRA

Rafael Soares



Um conflito de versões cerca a sequência de tiroteios da manhã do último domingo que terminou com a morte de um bandido e com o coordenador das UPPs, coronel Frederico Caldas, e a comandante da UPP da Rocinha, major Pricilla Azevedo, feridos. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) sustenta que Ronald do Patrocínio Campos, de 33 anos, foi morto na parte alta da favela, em meio a uma desavença interna da facção que ocupa a Rocinha. Já, na guia de remoção de cadáver, que faz parte do inquérito aberto pela Polícia Civil para investigar o caso, consta que Ronald foi morto “em confronto com policiais militares”.

Conhecido como Petróleo, o traficante tem sete passagens pela polícia, sendo cinco por roubo e duas por tráfico de drogas. Num inquérito de 2007, ele foi identificado como um dos bandidos que, a mando de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, então chefe do tráfico da Rocinha, instalou bocas de fumo na Cruzada São Sebastião, no Leblon. Em 2009, Petróleo trocou tiros com PMs na Rua Santa Clara, em Copacabana, quando ia para a Ladeira dos Tabajaras numa van com outros cinco criminosos.

Segundo informações do serviço reservado da UPP, Ronald foi morto nas proximidades da Rua 1, num confronto entre bandidos aliados de John Wallace da Silva Viana, o Johnny — que controla as bocas de fumo da parte de baixo da favela —, e outros que apoiam Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma — responsável pela parte de cima após a prisão de Nem. Os ataques posteriores, incluindo os mais de 20 tiros que acertaram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rocinha, teriam acontecido, de acordo com o setor de inteligência, para desviar a atenção da polícia e possibilitar a remoção do cadáver para a parte de baixo da favela.

A assessoria de imprensa das UPPs, procurada pelo EXTRA, alegou que a informação que consta na guia de remoção de cadáver foi prestada por um bombeiro no Hospital Miguel Couto, para onde Ronaldo foi levado, já morto, por moradores. Já a 11ª DP (Rocinha) abriu inquérito para investigar o caso e vai ouvir policiais e testemunhas para esclarecer a morte do traficante.



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