ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A SOCIEDADE E OS PAGADORES DE IMPOSTOS ESTÃO SENDO LESADOS



Alberto Afonso Landa Camargo
 


O MP tem independência financeira e deve pagar os seus gastos, no entanto, quem paga o brigadiano que cuida do promotor e é seu motorista é o pode executivo. O resultado matemático, social e moral é simples: o MP economiza e pode remunerar bem seus funcionários porque sobra dinheiro e o poder executivo paga a conta da segurança e do motorista do MP, faltando dinheiro para melhor remunerar os brigadianos que batem coturnos o dia inteiro nas ruas.

Será que é muito difícil entender isto? Será que os próprios brigadianos que ganham uma "gratifiçãozinha" e se beneficiam individualmente não se dão conta de que estão ajudando na economia do MP para pagar melhor seus funcionários, enquanto o executivo desembolsa o que falta para o brigadiano que bate coturnos diariamente nas ruas?

Por outro lado, o Poder Executivo está pagando uma conta cara na formação e aperfeiçoamento de brigadianos que unicamente precisam saber dirigir. Não seria mais barato a BM incluir pessoas meramente habilitadas para dirigir sem precisar gastar com cursos, fardas e equipamentos e entregá-las ao MP?
Com certeza, além da economia que teria com o MP, com o judiciário, com o poder legislativos, deputados e outros, que se beneficiam de motoristas e seguranças brigadianos, sobraria algum dinheirinho para pagar melhor os brigadianos que batem coturnos diariamente nas ruas (desculpem a insistência, mas para com descerebrados, de repente, a repetição os acorda... dãããããããããã...).

Está na hora de os que batem coturnos o dia inteiro nas ruas exigirem o mesmo tratamento que têm os motoristas de promotores...


A NOTÍCIA

RESUMO: ZERO HORA 17 de fevereiro de 2014 | N° 17707. TROCA DE TIROS. Assaltante rende PM e rouba carro do MP. Um carro do Ministério Público do Estado foi roubado na tarde de sábado na zona norte de Porto Alegre. O Vectra, guiado por uma policial militar, faria o transporte do promotor de Justiça José Seabra Mendes Júnior ao Beira-Rio. Ele acompanharia o funcionamento dos alarmes de emergência e do placar eletrônico no jogo entre Inter e Caxias, evento que marcou a reabertura do estádio. A PM, sem farda, aguardava o promotor dentro do veículo em um cruzamento próximo ao shopping Bourbon Country quando foi surpreendida por um homem armado. Os dois brigaram e houve troca de tiros. O criminoso conseguiu desarmar a policial e fugiu com o Vectra.

http://mazelaspoliciais.blogspot.com.br/2014/02/pm-era-motorista-do-carro-do-mp-roubado.html


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Estará correto o fato de uma PM sem farda estar trabalhando de motorista do Ministério Público, sendo desviada da finalidade ostensiva, para guiar um veículo de um órgão cuja função é precípua é executar a denúncia de toda e qualquer ilicitude e imoralidade, fazer o controle externo das polícias e defender a aplicação coativas das leis? Está na hora dos poderes passarem a respeitar a lei, seguir os princípios básicos da administração pública, se comprometer com a segurança da população.

Não se pode crucificar os brigadianos que são desviados para atender interesses partidários e corporativos fora da BM, pois asseguram saúde financeira, bem-estar para suas famílias e risco de vida menor no trabalho. Além disto, as forças policiais não tem autonomia administrativa, ficando a mercê da ingerência política e de interesses de Poderes que não se preocupam com a razão da existência da corporação e com os deveres e finalidade para com a população. É uma cultura que prioriza privilégios em detrimento da segurança pública, abandonando uma população aterrorizada pela bandidagem livre, cruel e impune.