ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SALÁRIOS NA SEGURANÇA

WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL
Porto Alegre, Quinta-feira, 05 de Janeiro de 2012.


Toda a negociação do Piratini com os profissionais da segurança pública deveria estar direcionada a conter o avanço da violência e da criminalidade

Nas discussões sobre a política salarial na área da segurança pública, o Piratini, ao mesmo tempo em que não atendeu, na plenitude, ficou longe disso, as diferentes reivindicações dos diversos segmentos das organizações policiais, através de uma alquimia complexa, profunda, escorregadia e não definitiva, conseguiu não agradar a ninguém e, ao mesmo tempo, criar expectativas que têm o condão de procrastinar movimentos que possam vir a tumultuar a Praça da Matriz ao longo de 2012. É verdade que restam algumas arestas ainda em estágio de negociação, mas acredito eu, aqui da minha torre, que isso simplesmente significa ser impossível zerar está questão dos salários dos policiais que, de governo em governo, tem sido tratada com remendos, penduricalho, aboninhos, canetaços, carguinhos nos Três Poderes, no Tribunal de Contas e em recantos outros. Sigam-me

Tenentes

Os delegados da Polícia Civil não ganharam a equiparação com os procuradores do Estado e, em consequência, os oficiais superiores da Brigada Militar ficaram no ora veja na busca de isonomia com seus co-irmãos, os delegados. Os cabos e soldados receberam um aumento pífio, mas foi melhor do que nada. Os policiais de nível médio da Polícia Civil esperavam se mobilizar no caso de haver um reajuste com os delegados que não contemplasse toda a instituição. Todas as mobilizações estão adiadas. No entanto, registro que a ASSTBM (Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar) está indignada com a atual situação salarial da categoria e aponta que começam a se espalhar pelo Estado as demonstrações de repúdio da classe ao aumento irrisório de 3,5%, que os tenentes verão em seu contracheque de janeiro, enquanto os capitães foram beneficiados com 30% de reajuste. A seguir, anotem

Policiamento

Toda essa negociação do Piratini com os policiais, plena de meandros escorregadios da política da transversalidade, deveria estar direcionada diretamente, em primeiro plano, no sentido da contenção dos índices de violência e criminalidade. No entanto, até mesmo nos discursos oficiais este detalhe figura como sujeito oculto.