ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

INOCENTADO POLICIAL QUE CONFUNDIU FURADEIRA COM ARMA

Justiça inocenta policial do Bope que matou trabalhador. Vítima segurava furadeira, que agente confundiu com arma - O GLOBO, COM CBN - 16/01/12 - 15h27

RIO - A Justiça inocentou, na manhã desta segunda-feira, o cabo do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) do Rio que matou um homem que segurava uma furadeira, ao confundi-lo com um criminoso armado. Com a decisão, o processo não vai a júri popular. O agente Leonardo Albarello era acusado pela morte do fiscal de supermercado Hélio Ribeiro, de 47 anos, durante operação no Morro do Andaraí, na Zona Norte do Rio, em maio de 2010. O juiz entendeu que as circunstâncias induziram o PM a um erro inevitável.

Em julho de 2010, a delegada Leila Goulart, titular da 20ª DP (Vila Isabel), indiciou Leonardo Albarello por homicídio doloso (quando há intenção de matar). O policial deu o tiro que matou Hélio, em maio do mesmo ano, no terraço da casa da vítima, no Andaraí.

- Ele teve a intenção de matar, estava no local, numa incursão, visualizou o que poderia ser uma arma, não tinha como distinguir e atirou. Agora, quanto ao erro, por se tratar de uma furadeira, isso cabe ao Ministério Público e ao juiz analisarem - afirmou a delegada, na ocasião.

Também em julho de 2010, a Polícia Civil do Rio divulgou o laudo da reconstituição do crime. No documento, os peritos admitem que, "nas circunstâncias em que ocorreu o evento, era possível o policial ter confundido a furadeira de cor escura empunhada com uma arma de fogo".