ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 10 de março de 2011

SISTEMA CAÇA-DISPARO IGNORA TIROS FATAIS

TECNOLOGIA EM CANOAS. Sistema caça-disparo ignora tiros fatais - ZERO HORA 10/03/2011

O inquérito que apura a morte de Alexandre Ferrugem da Silva, 41 anos, com cinco tiros na noite da segunda-feira passada no bairro Guajuviras, em Canoas, terá a missão não apenas de elucidar um homicídio, o segundo do ano no bairro. Terá também de explicar o que houve com o sistema de detecção de tiros instalado desde setembro do ano passado. A Brigada Militar não foi alertada dos disparos, segundo o comandante do 15º BPM, tenente-coronel Mário Ikeda.

O próprio secretário municipal da Segurança Pública, Eduardo Pazzinato, admite a falta de aviso. Conforme ele, a explicação pode estar na circunstância do crime.

– A informação é de que os tiros foram dados dentro de uma casa. É possível que as paredes como obstáculos físicos tenham prejudicado a propagação do som. Não adianta, contra a física não há tecnologia – afirma, lembrando que a eficiência do sistema ShotSpotter está acima do esperado.

Conforme ele, o sistema não cruzou as informações de áudio captadas e as enviou à central de monitoramento, o que não quer dizer, conforme o secretário, que não tenha captado os tiros.

– Agora vamos pedir ao laboratório nos Estados Unidos para abrir os dados dos sensores – adianta.

O dado preocupante é que os dois homicídios no bairro deste ano não foram detectados pelos equipamentos. Naquele caso, os tiros haviam sido disparados no meio da rua e forçaram uma nova calibragem do sistema.

O contrato previa uma eficácia de 80%. De acordo com o acompanhamento atual do município, há um demonstrativo de 83% de acerto.