ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 20 de março de 2011

DADOS OCULTOS - JORNAL APELA PARA O MP COBRAR NÚMEROS DA CRIMINALIDADE

DIÁRIO vai ao Ministério Público para cobrar números de crimes. Secretaria de Segurança Pública se recusa a divulgar dados sobre violência no estado e jornal recorre ao Ministério Público - DIÁRIO SP, 19/03/2011

O DIÁRIO solicitou à Secretaria Estadual de Segurança Pública as estatísticas criminais que o sociólogo Túlio Kahn repassava para empresas privadas, mas não teve o pedido atendido. Kahn chefiava a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da secretaria. Foi afastado do cargo após o caso vir à tona.

O DIÁRIO considera que os dados são de interesse público e não causam insegurança. Por isso, requisitou as estatísticas para o órgão, com prazo de 24 horas. Como em outras iniciativas semelhantes, a secretaria não respondeu. Por isso, na última sexta-feira, o DIÁRIO requisitou formalmente ao Ministério Público a divulgação das informações.

A cada três meses, a secretaria publica na internet dados parciais sobre os números de ocorrências. Entretanto, não são divulgados os locais dos crimes, os horários em que acontecem e outras informações que seriam úteis à população. Kahn foi tirado do cargo porque transmitia esses dados considerados "sigilosos".

Crise /O caso abriu uma crise no cerne da secretaria, comandada por Antônio Ferreira Pinto. Dias antes do jornal "Folha de S.Paulo" divulgar a venda das estatísticas criminais, o secretário se encontrou no Shopping Pátio Higienópolis com um repórter da "Folha".

O vídeo do encontro, registrado pelas câmeras de segurança, foi parar na internet. As imagens foram requisitadas por um grupo de policiais que estaria descontente com o trabalho de Pinto. A divulgação do vídeo teria a intenção de abalar a imagem do secretário e forçar a sua saída do cargo.

Em razão do episódio, foi afastado do cargo o diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), Marco Antonio Desgualdo. A Corregedoria da Polícia Civil divulgou ontem que o delegado Luiz Carlos do Carmo, titular do DHPP, também participou do caso. Ele deve ser afastado da função amanhã.