ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

POLICIAIS DO INTERIOR REFORÇAM CIDADES METROPOLITANAS POR CAUSA DOS HOMICÍDIOS

INFORME ESPECIAL | TULIO MILMAN - ZERO HORA 02/04/2012

Emergência 1

Luz vermelha no Piratini. Antes que o recorde histórico seja superado, o governo prepara uma ofensiva para estancar o crescimento do número de homicídios no Rio Grande do Sul. A primeira e mais visível das medidas é a criação de uma força-tarefa com 200 policiais militares trazidos do Interior. Eles atuarão em quatro municípios que concentram a maior parte do aumento das ocorrências: Alvorada, Viamão, Gravataí e Cachoeirinha. Na etapa inicial, as operações deverão se estender por dois meses. Baseado em informações da inteligência oficial, o trabalho será focado nas regiões, dias e horários mais violentos. Depois, outras ações de médio e longo prazos serão implementadas.

Emergência 2

Março de 2012 teve 26 homicídios a mais no Rio Grande do Sul do que no mesmo período de 2011. A Secretaria de Segurança do Estado afirma que o fenômeno é nacional e que teria como uma das causas a flexibilização do Código de Processo Penal. As mudanças na legislação tornaram mais difíceis as prisões em flagrante. O novo batalhão gaúcho deve estar nas ruas daqui a 10 dias. Será vinculado ao comandante de Policiamento Metropolitano, coronel Silanus Mello. Procurado pelo Informe Especial, o secretário adjunto da Segurança, Juarez Pinheiro, projetou: “Essa ação já terá reflexos positivos a partir do mês de maio”.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Além de ser superficial, é mais uma medida inoperante e de eficácia discutível, já que as causas do crescimento da violência e dos homicídios não são policiais, mas de justiça e legislação. E aprendi esta equação na aplicação do policiamento comunitário onde era necessário fazer reuniões com as comunidade e selar um acordo de confiança mútua. Porém, esta "confiança mútua"logo se quebrava diante da liberdade dos bandidos, que denunciados pela comunidade e presos pelos policiais, logo estavam nas ruas amedrontando e matando seus denunciantes. A lei da impunidade( Lei 12.403/2011) e a justiça alternativa contribuiram muito para este aumento.