ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

CINCO PM DA ROTA SÃO SUSPEITOS DE JUSTIÇAMENTO

Cinco homens da Rota são detidos na Corregedoria da PM

Policiais participaram da ação que acabou com seis mortos na segunda-feira; três outros policiais foram presos em flagrante na terça

 
O ESTADO DE SÃO PAULO, 31 de maio de 2012 | 11h 28
Camilla Haddad - Jornal da Tarde


Dois tenentes, um sargento e dois soldados das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) estão presos na sede da Corregedoria da Polícia Militar, na Luz, no centro, para averiguação. A informação foi confirmada ontem à noite pela assessoria da corporação. Os dois oficiais e três os praças participaram da ação da tropa que resultou na morte de seis pessoas, na noite de segunda-feira, na zona leste da capital. Eles irão cumprir prisão disciplinar por até cinco dias.

Até a tarde de anteontem, a Corregedoria da PM tinha divulgado apenas a prisão em flagrante de um soldado, um cabo e um sargento. Os três foram detidos por homicídio doloso (com intenção) e estão presos no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte.
 
Segundo explicou o comandante da Rota, Salvador Madia, a operação começou às 21h de segunda-feira depois que o Batalhão de Choque recebeu uma denúncia de que um grupo de criminosos estava reunido em um estacionamento da zona leste para planejar o resgate de um preso do Centro de Detenção Provisória do Belém.

Com a informação, 24 homens da Rota - em seis equipes- chegaram no local e, segundo Madia, foram recebidos a tiros. Seis homens morreram, três pessoas foram presas e pelo menos cinco delas fugiram.
Um dos homens mortos no suposto confronto com a Rota foi visto por uma moradora sendo agredido perto da Rodovia Ayrton Senna e sem seguida ouviu tiros. Ela ligou para o 190 da Polícia Militar e narrou a cena em tempo real para o operador, o que possibilitou a prisão de três policiais da Rota em flagrante.