ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

ARSENAL DE GUERRA

ZERO HORA 18 de julho de 2013 | N° 17495

OFENSIVA ANTIDROGA

Operação apreende arsenal de guerra




Adquirido por um traficante, um arsenal de guerra foi encontrado enterrado no Morro da Cruz, em Porto Alegre. Entre as armas apreendidas em operação do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), na noite de terça-feira, estava um fuzil M4, de fabricação americana.

Enrolados em lençóis, foram encontrados outros dois fuzis, ambos de calibre 7.62mm.

– Quando abrimos o buraco e desembrulhamos as armas, os policiais chegaram a levar um susto – contou o delegado Mario Souza.

Teria sido a primeira apreensão de um M4 calibre 5.56mm – arma usada na guerra do Iraque – no Estado.

– Nunca tinha visto um desses – ressaltou o delegado Heliomar Franco, diretor de investigações do Denarc.

A surpresa também se deve pelo fato de que fuzis são mais facilmente encontrados nas mãos de assaltantes de bancos ou de carros-fortes. Desde janeiro, o foco da investigação era monitorar grandes carregamentos de drogas que abastecem quadrilhas da Capital. Nesta semana, os policiais descobriram que um traficante teria comprado armas. Com um mandado de busca e apreensão, os agentes se dirigiram até o topo do morro, num terreno onde havia três casas. Após revistá-las, os policiais foram até o pátio, onde encontraram a terra remexida.

– Essas armas são de guerra urbana. Ou estão se armando para uma tomada de bocas ou para enfrentar outros grupos ou, até mesmo, a polícia – afirmou Souza.

Um homem de 24 anos foi preso e levado ao Presídio Central. Os policiais apuram a relação dele com o armamento. Descobrir a procedência do M4 é um dos próximos passos. Na América Latina, apenas o Brasil, o Equador e a Colômbia adquiriram a arma. Como a numeração não foi raspada, será possível rastreá-lo.

CAROLINA ROCHA