ZERO HORA 20 de setembro de 2012 | N° 17198
ACABOU EM PRISÃO
Soldado se recusa a cumprimentar sargento
Um soldado da Brigada Militar de Carlos Barbosa, na Serra, foi preso em flagrante na noite de terça-feira porque teria se recusado a cumprimentar um sargento. O militar foi autuado em flagrante e encaminhado, no começo da madrugada de ontem, ao Batalhão de Policiamento e Guarda, em Porto Alegre. Além de responder a processo na Justiça Militar, será investigado em Processo Administrativo Disciplinar.
RADIO GAÚCHA, 19/09/2012
Soldado da Brigada Militar é preso em flagrante na Serra por não cumprimentar superior
Guilherme Pulita
Um soldado da Brigada Militar de Carlos Barbosa foi preso em flagrante
no começo da noite de terça-feira. O motivo da prisão: ele não
cumprimentou um sargento. O militar foi autuado em flagrante e
encaminhado, no começo da madrugada desta quarta-feira, para o Batalhão
de Policiamento e Guarda, em Porto Alegre.
De acordo com o
major Flávio Martins, comandante do 3º Batalhão de Policiamento em Áreas
Turísticas, o caso aconteceu fora do ambiente militar. No começo da
noite, o sargento foi até uma quadra de esportes, onde estava o soldado e
outros militares. O sargento cumprimentou a todos e quando estendeu a
mão para o soldado teria ouvido do militar que ele já havia saudado quem
interessava naquele ambiente. O sargento, então, segundo Martins, deu
voz de prisão do soldado. O militar teve o flagrante lavrado.
Segundo o comandante da BM da região dos Vinhedos, o soldado teria
incorrido nos crimes de desrespeito e de desconsideração a um superior
hierárquico. Além de responder processo na Justiça Militar, o soldado
será investigado internamente por meio de um Processo Administrativo
Disciplinar.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - As providências adotadas são características de organizações onde existe disciplina e respeito à hiarquia e antiguidade, e estas não restritas às organizações militares, mas muito exigida em organizações privadas de sucesso onde o desrespeito e desconsideração aos chefes, diretores e mais antigos resultam em demissão. O fato será apurado num PAD, onde o soldado poderá se defender e o caso exclarecido.
A Policia exerce função essencial à justiça. Não é instrumento político-partidário. A segregação pela justiça e a ingerência partidária em questões técnicas e de carreira dificultam os esforços dos gestores e operadores de polícia, criam animosidade, desviam efetivos e reduzem a eficácia e a confiança do cidadão nas leis, na polícia e no sistema de justiça criminal que, no Estado Democrático de Direito, garante a ordem pública e os direitos da população à justiça e segurança pública.
ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário