ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CONFRONTO COM A ROTA MATA NOVE LIGADOS AO PCC

ZERO HORA 12 de setembro de 2012 | N° 17190

SÃO PAULO. Nove são mortos em confronto com polícia

Nove suspeitos foram mortos ontem à tarde por policiais da Rota, grupo de elite da Polícia Militar paulista, durante uma operação na cidade de Várzea Paulista, na região de Jundiaí (a 54 km de São Paulo). Segundo a Polícia Militar e a Secretaria de Estado da Segurança, os mortos eram ligados à facção criminosa PCC, reagiram a tiros à chegada da Rota e foram atingidos em confronto.

Oito pessoas foram presas. De acordo com a secretaria, o setor de inteligência da PM recebeu uma queixa anônima informando o local onde um homem suspeito de estupro seria julgado por um “tribunal do crime”. Esses “tribunais” são considerados uma prática do PCC para evitar que criminosos não ligados ao grupo atraiam a atenção da polícia e atrapalhem as atividades criminosas da facção. Um grupo formado por membros da facção “julga”, “condena” e “executa” a vítima.

O número de mortos na operação de ontem é o maior em uma ação da polícia paulista desde junho de 2006, quando 13 suspeitos – que também teriam ligação com o PCC – foram mortos pela Polícia Civil em São Bernardo do Campo. Na ocasião, a informação era que o grupo atacaria agentes penitenciários. O episódio ocorreu no auge dos atentados da facção criminosa a policiais e unidades de segurança pública do Estado.

Drogas, armas e dinamite foram apreendidas

Segundo a secretaria, após receber a queixa, 40 policiais da Rota em 10 veículos foram ao local, uma chácara. No endereço, segundo a pasta, dois carros fugiram em direções opostas atirando contra os policiais. Em um dos veículos, dois suspeitos foram mortos e outro foi preso. No outro carro, foram dois mortos e dois presos. Outros cinco suspeitos foram mortos dentro da chácara, e cinco foram presos.

Segundo a secretaria, foram apreendidos uma granada, dinamite, uma metralhadora, duas espingardas calibre 12, sete pistolas, quatro revólveres, cinco veículos roubados e 20 quilos de maconha.