ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

CONTRABANDO E CORRUPÇÃO POLICIAL

ZERO HORA ONLINE 25/04/2013 | 09h32

Operação da Polícia Federal desarticula esquema de contrabando e corrupção policial na Região Sul. Investigação iniciada no Paraná identificou quadrilha com ramificações no Rio Grande do Sul e Santa Catarina


Uma operação da Polícia Federal (PF) no Paraná busca desarticular uma quadrilha especializada em contrabando e exploração de jogos de azar na manhã desta quinta-feira.

São cerca de 250 policiais cumprindo 40 mandados de busca e apreensão, 23 de prisão preventiva e seis de prisão temporária nos três Estados da Região Sul. No RS, há pessoas envolvidas em crimes de contrabando em Porto Alegre e Canoas, segunda a PF.

A principal linha de investigação da Operação Fractal tem como alvo a corrupção de policiais militares lotados em rotas de contrabando no noroeste do Paraná. Esse "braço armado" da organização criminosa facilita a passagem de mercadorias e ainda pratica extorsão a contrabandistas concorrentes, repassando os valores ao núcleo central do esquema, conforme o Ministério Público paranaense.

Os crimes estariam envolvidos com o comércio ilegal de cigarros, sendo a quadrilha comandada por um assessor de um deputado estadual do Paraná e oficiais da Polícia Militar daquele Estado. Foi apurado que o grupo obteria centenas de milhares de reais no esquema. Valores e imóveis pertencentes a membros da quadrilha já estão bloqueados pela Justiça.