ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 20 de abril de 2013

COM ARMA DA BM, PM DE FÉRIAS MATA JOVEM NA SAÍDA DE FESTA

ZERO HORA 20 de abril de 2013 | N° 17408

CRIME EM PELOTAS. Soldado confessa disparo


Um policial militar de 25 anos confessou, ontem, ter matado Rodrigo da Silva Xavier, 24 anos. O PM admitiu que havia bebido durante uma festa. Segundo o delegado Félix Fernando Rafahim, em depoimento, o policial afirmou que teria tentado dispersar uma briga e, por isso, disparado. Um tiro teria acertado o jovem.

O PM, que não teve identidade revelada, alegou que está de férias na cidade. Ele é subordinado ao Comando Regional de Rio Pardo e estava lotado em Amaral Ferrador, também na região Sul.

A hipótese de homicídio acidental cresce porque o policial e a vítima sequer se conheciam. Xavier, inclusive, estaria longe do local onde estava ocorrendo o tumulto.

Algumas imagens de câmeras de segurança ajudaram a esclarecer pontos do crime, como a parada de um carro branco, de onde desceu o policial e efetuou os disparos. Após ser identificado, o policial se apresentou à polícia.

A apresentação, inclusive, foi um dos fatores que pesaram para não ser pedida a prisão preventiva do suposto autor dos disparos. Segundo o delegado, o homem mostrou estar disposto a colaborar com a investigação. Ele entregou a suposta arma do crime, que será levada à perícia.

– Ele se apresentou e assumiu. Não temo que ele vá escapar, fugir ou coisa assim – explicou o delegado.

Rafahim admitiu que a ação do policial não é considerada “técnica”. Mesmo assim, evitou comentar as atitudes, por entender que a análise deverá ser feita pela Brigada Militar.

O comandante Regional de Rio Pardo, coronel Marcelo Frota, confirmou que o policial passará por um processo administrativo.

– Não é comum o policial entrar em férias e levar a arma. Vamos analisar todo o processo com tranquilidade, mas com rigor – falou o coronel.

RAFAEL DIVERIO