ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

ABONO A AGENTES FERIDOS




ZERO HORA 03 de abril de 2013 | N° 17391


BAIXAS EM AÇÃO. Abono a agentes feridos é aprovado

A angústia de policiais afastados do serviço após serem feridos em combate contra criminosos tende a ser amenizada. Ao menos pelo aspecto financeiro. Um abono salarial proposto pelo governador Tarso Genro foi aprovado por unanimidade, ontem, pela Assembleia Legislativa. O benefício irá retroagir a 1º de dezembro, e a previsão do governo é de que comece a ser pago em maio.

Alei prevê um abono especial a ser pago mensalmente durante a licença médica. O benefício valerá para servidores ativos da Brigada Militar, Polícia Civil, Superintendência dos Serviços Penitenciários e Instituto-geral de Perícias que se ferirem em ação.

O abono não terá valor fixo. O cálculo é feito pela média recebida a título de horas extras e de alimentação dos três meses anteriores ao fato que deu origem à licença. No cálculo do abono entrará, também, o valor correspondente à substituição temporária, para os militares que desempenhavam essa função no momento do fato.

O pagamento se inicia a partir da data do caso que ocasionou o afastamento. A licença é de no máximo de um ano ininterrupto, prorrogável por igual período mediante perícia. O abono não será incorporado para o cálculo da aposentadoria.

Um dos beneficiados será o policial militar de 41 anos ferido na caça aos bandidos que assaltaram uma fábrica de joias em Cotiporã, em dezembro. Além do movimento em uma das mãos, o PM casado e pai de um filho de seis anos perdeu as horas extras, parte do auxílio-alimentação e a gratificação que dobravam seu salário. Teve uma redução de 43% da renda.

– O problema é que as contas não param. Mesmo conseguindo manter os pagamentos em dia, a redução do salário era uma coisa que me preocupava – conta o policial.

Após 40 sessões de fisioterapia, o braço esquerdo do soldado continua imóvel. Na próxima sexta, ele consultará um especialista em nervos para saber se deverá ser submetido a nova cirurgia.

RÓGER RUFFATO | CAXIAS DO SUL