ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 4 de junho de 2013

O FUTURO DAS PMS


VANDERLEI PINHEIRO

Existe um espaço naturalmente de Polícia Militar. Alguns campos de atividade são específicos para que os militares estaduais, hoje, já se especializem, pois diz respeito às ações supra-municipais. Ou sejam aquelas que acontecem em um município, mas não se inicia ou termina, nele. Como se diz na doutrina territorial, comuns a duas ou mais unidades territoriais. 

Atividades como o policiamento rodoviário; Alguns policiamentos lacustres ou fluviais; serviço de apoio policial aéreo; policiamento ambiental; e, principalmente, o policiamento de fronteiras, incluindo-se as questões do crimes através da Internet, que sejam conexos a essas funções. Não esquecendo que tropas de intervenção para restauração da ordem publica e grandes eventos ou calamidades. Esse é o filão que sobrará, garantidamente, de polícia, para essas instituições. 

Da habilidade política do hoje, se terá essa abrangência, com a manutenção de algumas ações do policiamento ostensivo geral, de agora. No entanto, nossa inabilidade poderá deixar que espaços daquilo que nos seriam naturalmente destinados, fiquem a menor, assumidas por instituições que virão especializadas e se agregarão aos órgãos municipais de polícia, que tenderão a serem criados e mostrarem-se eficientes.

Fiz, aqui na Internet) um grande elogio ao Delegado chefe da PC de Minas Gerais e presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CNCPC), pela competente ação de situarem suas instituições num patamar invejável e até, destruírem toda a intensão PM, de crescimento ao Ciclo completo de polícia, através do Termo Circunstanciado.

Vejam a orientação de apoio, documentado ou seja, oficial que fez CNCPC, às PCs dos Estados, no sentido de se aliarem às Guardas Municipais incentivarem suas academias e estabelecerem convênios.
Há 18 anos atrás.

Por isso, reapresento essa minha manifestação, a qual construí, nos idos de 1986/7, no período das discussões da Constituinte. Muito me auxiliou nessa reflexão e o trago como prova da visão que expus, já naquela época, no Centro de Manutenção de Motomecanização e Material Bélico (CSMMMB), com o então capitão, hoje Cel da Reserva Matusalém, Guedes Garcia, com quem muito debati, esta minha visão, entre outros oficiais daquele OPM.

Tenho como um tema muito atual e para o qual perdemos muito tempo deitado no berço esplêndido do art. 144, da CF, que deu muito mais do que pediam, nossos estrategistas da época. Contra aos quais muito me insurgi, sem sucesso e, que como muitos outros brigadianos, se torna o determinando de encurtamento da carreira, que para aqueles estrategistas caí, bem ao gosto, para promover seus apaniguados.

Aproveitei o final para uma catarse, que talvez, não fosse o caso.


VANDERLEI PINHEIRO é Cel RR da Brigada Militar (a PM do RS) e diretor dos Jornais Correio Brigadiano e ABC da Segurança.