ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PROMESSAS PARA 2013

O SUL - Porto Alegre, Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012.


WANDERLEY SOARES


Segurança nas ruas de Porto Alegre deverá ter um reforço, mas somente bem depois do carnaval.


Quinhentos brigadianos devem reforçar o policiamento nas ruas de Porto Alegre, mas isso está prometido apenas para abril do ano que vem. Segundo o anúncio feito ontem pelo governo do Estado, o grupo faz parte de 2,5 mil candidatos aprovados em concurso e que estão em processo de formação. O prefeito da Capital, José Fortunati, esteve no Palácio Piratini ontem para, pessoalmente, receber a promessa do governador Tarso Genro sobre medidas que estão sendo tomadas na área de segurança. Além dos PMs, Tarso prometeu 60 novas viaturas nas ruas da Capital entre janeiro e fevereiro, o que, realmente, é uma novidade, pois se trata de um período em que tudo se volta para a Operação Golfinho. Foi divulgada também a doação de um terreno para a Polícia Civil instalar uma nova unidade de pronto-atendimento.


Helicóptero


A Polícia Civil do RS recebeu, ontem, o primeiro helicóptero da história da corporação. A aeronave será empregada em ações em todo o Estado em missões de resgate, perseguições e desembarque rápido de agentes em locais de difícil acesso. O aparelho tem capacidade para seis pessoas. Helicóptero, sem nenhuma dúvida, para a segurança pública, apresenta uma eficiência excepcional e isso acontece na Brigada, que também tem aviões que bem poderiam ser desativados.


Drogas (1)


A Polícia Federal desarticulou uma das principais organizações criminosas que enviava cocaína do Paraguai para o Brasil. A droga tinha como destino preferencial a Região Sul. O esquema era comandado por Irineu Domingo Soligo, o Pingo, preso no Paraguai há dois anos e extraditado para o Brasil. A Polícia Federal cumpriu sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.


Drogas (2)


Uma operação da Polícia Civil combate o tráfico de drogas, em Santa Rosa, no Noroeste do Estado, culminou com, pelo menos, trinta pessoas presas. Foram mobilizados mais de 200 policiais. Os suspeitos eram investigados pela havia seis meses. Segundo o delegado Márcio Stefens, a operação desarticulou diversas quadrilhas.


Mudo poliglota


Foi preso em Porto Alegre, na manhã de ontem, um homem que se passava por surdo-mudo para assaltar pedestres, principalmente no bairro Cidade Baixa. Ele roubava principalmente celulares e dinheiro quando se aproximava das vítimas para supostamente pedir informações. A prisão ocorreu na avenida Carlos Gomes. Segundo a Brigada Militar, o ladrão, além de português, fala francês e inglês. Ele deve estar se preparando para a Copa, pois não deverá ficar preso por muito tempo.


Tribunal em xeque


Em minha torre sempre recebi torrentes de argumentos em favor da manutenção do Tribunal Militar do Estado (o Tribunal da Brigada Militar). Talvez por ser leigo, não me impressionaram nenhuma das proposições dos defensores daquela Corte. Agora não é este humilde marquês, mas é o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Joaquim Barbosa, que arma um xeque-mate contra a existência deste tribunal que possui similares apenas em São Paulo e Minas Gerais.