ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 6 de maio de 2014

VEREADOR ABORDA MAZELAS POLICIAIS DA CIDADE E PEDE PROVIDÊNCIAS





Patric Cavalcanti pede por mais efetivo e segurança durante grande expediente

Segurança pública e criminalidade foram os assuntos que nortearam os debates na Câmara de Vereadores de Passo Fundo, nesta quarta (16/04). O tema foi abordado pelo vereador Patric Cavalcanti (DEM), orador do Grande Expediente da sessão plenária.

 “Quase diariamente somos assombrados por notícias de ações de bandidos lesando cidadãos de bem. Estamos nos sentido cada vez menos protegidos contra os criminosos. Os bandidos estão com uma crescente sensação de impunidade por seus atos. O que está acontecendo, e não é de hoje, é que falta policiamento em nossas ruas. Falta efetivo”, disse o vereador.

Patric ainda relatou que, através de seu gabinete, em 31 de agosto de 2009, foi solicitado ao Ministério Público Estadual, a instauração de procedimento “a fim de verificar, procurar ou articular as providências necessárias para eventual aumento do efetivo, servidores públicos da Brigada Militar e da Polícia Civil, nesta cidade”. Em razão das informações prestadas pelo comando da Brigada Militar e pelo Delegado Regional de Polícia, que apontava que não havia falta de efetivo nas instituições de segurança, o inquérito civil foi arquivado, em dezembro de 2012. Em 2013, o vereador encaminhou, novamente, ao MPE solicitação de providências, quanto ao aumento de policiais da Brigada Militar. O Ministério Público solicitou a apresentação de dados atualizados, para que seja possível uma nova intervenção ministerial.

Para justificar seu pedido de providências, Patric relatou que, conforme dados da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar, o efetivo previsto para o 3º RPMon é de 400 policiais, sendo que o efetivo existente é de 253 policiais, o mesmo que um déficit de 41,75%. Em relação ao efetivo de soldados, a previsão seria de 256 para a cidade, sendo que são existentes somente 133, o mesmo que um déficit de 48,05%. O número recomendado pela organização das Nações Unidas (ONU) é de 01 policial a cada 250 habitantes e, segundo dados do IBGE, no último senso do Município, Passo Fundo tem 194.432 habitantes, além de uma população flutuante de 25 a 30 mil pessoas. “Assim sendo, o número ideal em nossa cidade deveria ser de, aproximadamente, 777 policiais. Isso quer dizer que faltam 544 brigadianos e nossa cidade”, ressaltou o vereador. 

Patric ainda destacou a preocupação com o possível envio de 60 policiais militares para atuarem na capital do Estado, durante a Copa do Mundo de Futebol. “Já sofremos com poucos policiais disponíveis e o governo ainda quer levar 60 de nossos homens para dentro dos estádios, desguarnecendo mais o efetivo da Brigada Militar em nossa cidade”, afirmou. O vereador ressaltou que é preciso políticas eficazes para o aumento do número de policiais nas cidades. “Também é imprescindível que se mantenha o efetivo na nossa cidade no período da Copa, já que a possibilidade de diminuição poderá estimular a prática de delitos mais graves e a sociedade local e regional estará desprotegida, mesmo porque iriam efetivos do BOE e da Patrulha Hipo para cobrir os jogos do campeonato mundial de futebol”, concluiu.