ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 27 de maio de 2014

DELEGADO CRITICA LOCAL DE TRABALHO

Do G1 RS 27/05/2014 13h34

Com estrutura precária, delegado do RS denuncia local de trabalho. Com 41 anos de carreira, homem afirma não ter computador no local. Prédio da delegacia fica em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana.




Um delegado com 41 anos de carreira que atua na Região Metropolitana de Porto Alegre diz que não consegue trabalhar. Segundo ele, faltam policiais, e a estrutura é precária. Na delegacia de Nova Santa Rita, o prédio está há 20 dias sem internet, o que torna impossível acessar até mesmo o sistema da polícia, como mostra reportagem do Bom Dia Rio Grande, programa da RBS TV (veja o vídeo).

"Todos os crimes que você não sabe quem fez é competência da equipe. E, para isso, eu tenho um funcionário que tem que intimar, fazer diligências, completamente sozinho, não está bem", reclamou o delegado.

Na parede, o cartaz colocado na última semana avisa as vítimas de crime. Para registrar uma ocorrência, é preciso ir até Canoas, distante quase 15 km do local. O trabalho, segundo o delegado, fica prejudicado. O resultado são coletes nas cadeiras, salas vazias e computadores desligados.

"Tu sabe o que é não ter um computador, ter um réu preso, e ter que concluir um inquérito em 10 dias? Eu não consigo instarurar o inquérito. Eu tenho que ter o computador funcionando", ponderou o homem.

Delegacia da Polícia Civil de Nova Santa Rita tem
estrutura precária (Foto: Reprodução/RBS TV)

Afastado do centro da cidade de pouco mais de 22 mil habitantes, que tem cerca de 400 crimes por ano, o prédio da delegacia tem infiltrações por toda a parte. Olhando para o teto, dá para ver as telhas.

"Ainda não caiu, mas está quase. Quando as pessoas entram, eu aviso: passa rápido. Não para de cair fezes de cupim em cima de todo mundo. Está tudo podre, tem rato", mostrou.

A RBS TV entrou em contato com o delegado regional de Canoas, que coordena o trabalho da delegacia de Nova Santa Rita. Fernando Soares foi indicado pela chefia de polícia para falar sobre o caso. Ele disse que assumiu na quinta-feira da semana passada e que vai se reunir com os delegados da região na tarde desta terça-feira (27) para ações de planejamento.