ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 6 de outubro de 2012

REAÇÃO PROPORCIONAL



CORREIO DO POVO, 06/12/2012

'Houve reação proporcional', diz BM

O tumulto da noite de quinta-feira no Centro de Porto Alegre, com atos de vandalismo e confronto de jovens com policiais militares, não reflete postura democrática. A manifestação é do comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Roberto de Abreu, ao comentar os incidentes, primeiro na praça Montevidéu, e depois no Largo Glênio Peres, onde o boneco inflável tatu-bola, símbolo da Copa do Mundo de 2014, foi atacado e estourado. 

Os PMs chamados para o local foram alvo de pedradas. Levantamento da BM mostrou que os jovens destruíram também a fachada de vidro de uma agência bancária, uma parada de ônibus e um telefone público, além de danificarem duas viaturas. No tumulto, seis brigadianos ficaram feridos, dos quais um está hospitalizado com ferimentos na cabeça. Oito manifestantes e um guarda municipal também tiveram ferimentos. Sete jovens foram detidos. 

O coronel lembrou que os jovens têm o direito de protestar, inclusive contra a realização da Copa do Mundo de 2014, mas não podem perturbar a ordem pública e usar da violência. 'É muito grave inclusive quando se afronta a autoridade pública', avaliou. 

Já o responsável pelo 9 BPM, major André Luiz Córdova, assegurou que não houve excessos pela BM, que interveio com balas de borracha e bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Para o oficial, tratou-se de 'uma resposta proporcional a uma agressão real, atual e iminente contra os policiais ou contra terceiros'. 

A Brigada Militar estuda abrir um IPM para apurar o incidente. Imagens e fotos do tumulto são examinadas para identificar os envolvidos. A BM lembrou que o mesmo grupo havia protestado contra o cercamento do Auditório Araújo Viana no show de Tom Zé, no dia 3 deste mês, ocorrendo tumulto na ocasião.