ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 12 de janeiro de 2013

SEM SOCORRO DA POLÍCIA


REVISTA ÉPOCA ONLINE 08/01/2013 12h49

Vítimas de crimes em confronto com a polícia não poderão mais ser socorridas por PMs em SP. Somente unidades médicas e paramédicas de emergência, como o Samu, poderão atuar nesses casos. Envolvidos devem ser apresentados imediatamente à delegacia

REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA BRASIL

Vítimas de crimes ou pessoas envolvidas em confrontos com a polícia não poderão mais ser socorridas por policiais militares em São Paulo. A determinação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) foi publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial do Estado. De acordo com o órgão, a medida, além de garantir atendimento apropriado aos feridos, preserva os locais dos crimes para que a perícia e as investigações sejam feitas de forma adequada.

A partir desta terça-feira, somente unidades médicas e paramédicas de emergência, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), poderão atuar nesses casos. De acordo com a Secretaria, a resolução segue o procedimento já adotado com as vítimas de acidente de trânsito. Outra mudança prevê que os envolvidos nessas ocorrências sejam apresentados imediatamente à delegacia de polícia.

Para o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, a nova medida vai permitir que a Polícia Civil chegue com mais eficiência à autoria e à motivação dos crimes. “O Samu possui protocolo de atendimento de ocorrências com indícios de crime buscando preservar evidências periciais, sem comprometimento do pronto e adequado atendimento às vítimas”, informa nota divulgada pelo órgão.

A resolução altera também a forma como devem ser registrados os casos em que houver confronto com a polícia. Os termos “resistência seguida de morte” ou “auto de resistência”, usados atualmente, serão substituídos por “morte decorrente de intervenção policial” ou “lesão corporal decorrente de intervenção policial”. A mudança segue recomendação da Resolução nº 8 do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Com objetivo de integrar as polícias civil e militar, conforme se comprometeu Grella ao assumir o posto de secretário em novembro do ano passado, a secretaria estabeleceu também novos parâmetros para o atendimento das ocorrências. Nos casos em que houver feridos, o primeiro procedimento a ser adotado pelos policiais será chamar o Samu. Em seguida, o fato deve ser comunicado ao respectivo centro de comunicações: Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) ou Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil (Cepol). Essas unidades deverão trocar informações. O Cepol, logo que comunicado do crime, será responsável por acionar a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC). “O objetivo é tornar mais ágil a chegada da perícia”, diz a nota da secretaria.