ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

POLICIAL CIVIL E A MÃE SÃO MORTOS A TIROS EM ASSALTO


ZERO HORA  22/01/2013 | 16h30

PORTO ALEGRE - Mãe e filho policial são mortos a tiros. Vítimas teriam reagido a assalto em lancheria da família no Bairro Jardim Carvalho


Foto: Lívia Stumpf / Diario Gaucho


Mãe e filho foram baleados em um assalto por volta das 13h desta terça-feira em uma lancheria no Bairro Jardim Carvalho. Michel Vieira, 23 anos, era policial civil recém formado e teria reagido ao roubo no estabelecimento na esquina das avenidas Ipiranga e Antônio de Carvalho. Ele foi atingido por, pelo menos, sete tiros. A mãe, Odete Bernardes Vieria, 54 anos, foi atingida por um disparo.

No horário de almoço, havia cerca de cinco clientes na Lancheria do Alemão, quando dois homens chegaram em um Gol prata e anunciaram o assalto. O policial reagiu e houve troca de tiros. Michel e a mãe dele, foram atingidos atrás do balcão e morreram no local.

Um dos assaltantes foi baleado, no mínimo, quatro vezes, e levado pelo comparsa no posto de saúde do Bairro Bom Jesus, mas não resistiu aos ferimentos. O segundo suspeito fugiu no mesmo carro, um Gol prata com placa clonada, e foi preso ainda na Avenida Protásio Alves.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o coronel Alfeu Freitas Moreira, comandante do CPC, disse que os bandidos "eram pessoas com grandes antecedentes criminais".

— É uma questão de prender quem já deveria estar preso. Conversei com a comunidade, com o líder comunitário aqui do Jardim das Bananeiras, para que junto com a Brigada Militar possam identificar quem são os meliantes que estão atuando aqui. Queremos qualificar melhor as ações, culminar com serviços de inteligência e tirar de circulação, por menor o tempo que fiquem presos, tirar essas pessoas que estão incomodando a comunidade do bairro — disse Freitas.