ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

BANDIDOS COM AR-15, UMA ARMA DE GUERRA


ZERO HORA 21/01/2013 | 05h35

BM apreende fuzil AR-15 no bairro Cavalhada, em Porto Alegre. Flagrante nesta madrugada foi feito após o registro de um caso de violência contra a mulher


Fuzil AR-15 foi apreendido pela Brigada Militar em uma casa do bairro CavalhadaFoto: Dani Barcellos / Especial


Policias militares que foram atender um caso de violência contra mulher acabaram apreendendo uma arma de guerra em uma casa do bairro Cavalhada, zona sul de Porto Alegre, na madrugada desta segunda-feira.

O fuzil americano AR-15, usado por forças armadas, estava na casa onde moram a vítima e o acusado de agressão. Uma pistola calibre 0.40, também restrita, uma garrucha e 202 balas — de oito diferentes calibres, 82 delas do tipo 5.56, de AR-15 — também foram encontradas no local.

— A mulher relatou que estava com medo porque o marido possuía armas em casa. Quando perguntamos mais, contou que era uma arma longa, com características de fuzil — disse o capitão Euclides Neto, oficial supervisou da BM que participou da apreensão.

Inicialmente, o suspeito relutou em abrir a porta da casa. Os policiais usaram ligações telefônicas para convencê-lo.

— Ele pensava que estávamos registrando só o caso de Maria da Penha (como é conhecida a lei que determina as punições para agressão contra a mulher). Mas a casa era pequena e o armamento estava a vista, no quarto e na cozinha — continuou o capitão Neto.

Até as 5h, o caso era registrado na 2ª Delegacia de Pronto Atendimento, no Palácio da Polícia. O nome do suspeito não foi divulgado porque ele ainda não foi indiciado.