ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

VIOLÊNCIA POLICIAL É TEMA DE PROMESSAS DE CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO


JORNAL EXTRA 08/08/14 06:00


Pezão: inteiramente contra a violência policial no Rio de Janeiro Foto: Marcos Tristão / 05.08.2014

O futuro das polícias Civil e Militar do Rio. Esta foi a discussão proposta nesta quinta-fera pelo EXTRA, levantando um debate entre os que, a partir de 1º de janeiro de 2015, terão a missão de comandar um efetivo de cerca de 58 mil homens das duas corporações. Os candidatos a governador Anthony Garotinho (PR), Lindberg Farias (PT), Luiz Fernando Pezão (PMDB), Marcelo Crivella (PRB) e Tarcísio Motta (PSOL) acreditam que sim, a polícia do Rio tem jeito. E apresentaram as maneiras como, se eleitos, pretendem tornar isso realidade.

— Tem jeito! Precisamos de um conjunto de medidas. Primeiro: melhor formação e seleção dos policiais. Com a pressa de formar policiais em seis meses, estão dando a farda da PM a pessoas que sequer sabem atirar — afirmou Garotinho, que defendeu ainda uma corregedoria externa e investimento em equipamentos de inteligência.

Garotinho aposta na qualificação das forças policiais do Rio de Janeiro Foto: Gustavo Miranda / 23.7.2014


— Quero fazer a reforma da polícia para preparar melhor o policial, e envolvendo os próprios. Do jeito que está, a polícia que mata é a mesma que morre. Muitos policiais têm sido vítimas. Não dá mais para brincar de tiro ao alvo. A lógica da guerra tem que dar lugar a uma formação que priorize o policiamento comunitário — propôs Lindberg.

‘Polícia que mata é a mesma que morre’, diz Lindberg Foto: André Coelho / 26.2.2013

— Sou inteiramente contra a violência. E isso inclui os policiais dessas situações absolutamente inaceitáveis (mostradas na primeira página do EXTRA)! Temos investido na formação. Vamos criar a Academia das UPPs, para aperfeiçoar o treinamento. Fomos o governo que mais cortou na carne, (expulsando) policiais que cometeram delitos Mas não podemos generalizar — sugeriu Pezão.

— Vamos melhorar os mecanismos de seleção, capacitação e correição, e disso vou cuidar pessoalmente. Toda operação terá planejamento, funções especificadas e efetivo completo. Vamos implementar uma política de “câmera, polícia, ação”, que visa ao monitoramento e à avaliação da operação — prometeu Crivella, referindo-se à instalação de câmeras nas fardas.

Crivella pede instalação de câmeras na farda dos policiais Foto: Marcelo Piu / 25.7.2014



— Temos que criar uma ouvidoria e uma corregedoria externas, sem contato com a Secretaria de Segurança, além de reformular os estatutos das polícias e melhorar a formação, investindo numa polícia mais democrática e que respeite os direitos humanos — defendeu Motta.

Corregedorias de polícia independentes é a proposta de Tarcísio Motta Foto: Gustavo Stephan / 25.5.2008


O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, também comentou ontem os casos de violência policial. Beltrame afirmou que a polícia melhorou nos últimos anos.

— A polícia é outra hoje. Mas ainda existem problemas pontuais, e estamos separando essas pessoas e punindo-as — defendeu Beltrame.



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