ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

SERVIR E PROTEGER


ZERO HORA 04 de dezembro de 2013 | N° 17634


SUA SEGURANÇA | HUMBERTO TREZZI



APolícia muitas vezes erra e os jornais estão aí, implacáveis, a mostrar. Mas há horas em que é imperioso elogiar. Só quem anda pelas quebradas de uma Porto Alegre nem tão alegre sabe que é bom ter um policial por perto, naquele momento em que ninguém quer ajudar. Foi o que aconteceu na segunda-feira à noite. Para servir e proteger, ao que tudo indica ajudando um estranho que era assaltado, o agente da Polícia Civil Carlos Heitor Bossle morreu.

Os testemunhos indicam que Bossle não conhecia quem ajudou. Costuma ser assim entre policiais. O treino, a força do hábito e o apelo desesperado das vítimas fazem com que corram em auxílio, por vezes até de quem é ingrato. No auge dos protestos que ganharam o país, em julho, um sargento da BM foi apedrejado quando tentava ajudar uma manifestante. Antes que venham as críticas habituais: claro que existem abusos policiais e seguidamente são noticiados. Mas hoje é hora de reconhecer que o cotidiano da atividade policial também é feita de heroísmo. Muitas vezes à custa da vida.