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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

POLICIAL DE UPP RECÉM-INAUGURADA É BALEADO EM CONFRONTO

O Estado de S. Paulo 09 de dezembro de 2013 | 11h 50

PM da comunidade Camarista Méier, na zona norte do Rio, está internado; no fim de semana, houve confrontos entre bandidos e policiais das unidades da Rocinha e Cidade de Deus

Thaise Constancio 



RIO - Um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, zona norte do Rio, levou um tiro no peito após troca de tiros com criminosos armados. Ele está internado no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, zona norte, e não corre risco de morte.

Segundo o comando das UPPs, o confronto aconteceu às 23h40 do domingo, 8, quando 12 policiais da UPP Camarista Méier patrulhavam o Morro do Gambá. Eles foram surpreendidos pelos criminosos que atiraram contra os agentes. Durante a troca de tiros, o PM ainda não identificado foi baleado. O tiro atravessou o colete balístico e ficou alojado no peito. Os bandidos conseguiram fugir.

O policial foi encaminhado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte, e depois transferido para o HCPM. O caso foi registrado na 26ª DP (Todos os Santos).

O policiamento foi reforçado por agentes de outras UPPs e, no momento, o clima é de tranquilidade na comunidade. A comunidade Camarista Méier foi retomada pelas forças de segurança em 6 de outubro e a UPP foi inaugurada no dia 2 de dezembro. No fim de semana, houve confrontos entre bandidos e policiais das UPPs da Rocinha e Cidade de Deus.


07 de dezembro de 2013 | 11h 50

Dois PMs e dois moradores são baleados em tiroteios na Rocinha. Favela do Rio sofre quinto dia consecutivo de confronto entre policiais e criminosos


Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo


RIO - Dois policiais militares e dois moradores foram baleados durante uma série de tiroteios registrados desde a noite dessa sexta-feira, 06, na Favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro. O último caso ocorreu por volta das 8h deste sábado, 07, quando um PM foi ferido no ombro na localidade conhecida como Via Ápia. Moradores da comunidade relatam em redes sociais que há intensa troca de tiros neste sábado. Este é o quinto dia consecutivo de confrontos na favela, ocupada pelas forças de segurança em novembro de 2011. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi inaugurada em setembro do ano passado.

Segundo a Polícia Militar, policiais da UPP patrulhavam a Via Ápia quando se depararam com um homem em atitude suspeita. O homem efetuou disparos contra os PMs e fugiu. Um dos policiais foi ferido no ombro e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. Ele não corre risco de morte.

Por volta das 19h30 de sexta-feira, os PMs foram recebidos a tiros por traficantes na localidade conhecida como Rua 2, na parte alta da favela. Os policiais revidaram e houve confronto. Um policial foi ferido por estilhaços de bala na mão e na perna. Dois moradores também foram baleados: um na perna e outro no braço e no abdômen. Todos os feridos também foram levados ao Miguel Couto e passam bem. Os traficantes conseguiram escapar.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que o efetivo foi reforçado na Rocinha com homens de outras UPPs e dos batalhões de Choque e de Ação com Cães. Os PMs fazem uma varredura na favela à procura de criminosos, armas e drogas.

02 de dezembro de 2013 | 13h 49

Ataques a UPPs são tentativa de retomar território, diz Cabral. Unidades de Polícia Pacificadora de São Carlos, de Manguinhos e da Rocinha foram alvos de bandidos nos últimos dias


ADRIANO BARCELOS - Agência Estado


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta segunda-feira, 2, que os ataques às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) de São Carlos (no domingo, 1º), em Manguinhos (na quarta-feira passada) e na Rocinha, onde tiroteios foram registrados no sábado, são tentativas de retomar territórios.

"É uma tentativa do poder paralelo sempre de enfrentamento e retomar territórios. Cabe a nós respondermos. E temos respondido permanentemente. E são situações distantes. Gente, não vamos nos iludir. A Rocinha tem 100 mil habitantes. Talvez tenha sido o maior entreposto urbano de venda de droga da América Latina, ao lado do maior poder aquisitivo da cidade. Estamos com a presença permanente lá trazendo enormes prejuízos aos negócios dos traficantes e portanto há uma reação deles. Estamos lá para enfrentá-los", afirmou o governador.

Já o coronel Frederico Caldas, coordenador das UPPs, acredita que a presença dos policiais militares é que tem provocado a reação dos criminosos.

"A presença constante da PM nas comunidades faz com que os confrontos aconteçam. Hoje há 250 comunidades ocupadas e não se pode reduzir o processo de pacificação a apenas um confronto. É preciso compreender que esse processo leva tempo. Temos que conviver com algumas realidades. Seria ótimo acabar com o tráfico por decreto, mas não é assim. O consumo da droga só aumenta no Brasil e no mundo. E os confrontos são inevitáveis. Mas as respostas dadas pela polícia são rápidas e imediatas", disse.

Na noite de domingo, 1º, a UPP de São Carlos, na zona norte, foi atacada a tiros. Nenhum policial foi ferido. O incidente ocorreu depois de um intenso tiroteio entre traficantes no local e a intervenção dos policiais militares.