ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ABONO E PROMOÇÃO

O SUL, 01/03/2013

WANDERLEY SOARES

O policial ganha se for ferido e perde se reagir e matar

São por demais diagonalizados os parâmetros da política da transversalidade, gaúcha e federal, na área da segurança pública. Quase cabalísticos os critérios para promoções, um tanto metafísicas as projeções do policiamento científico e humanístico, alguns empurrões grotescos na tática para forçar aposentadorias, alegorias de quermesse na montagem dos chamados territórios da paz e coisas assemelhadas. Agora, com justiça, o governador Tarso Genro encaminhou para o Legislativo projeto de lei instituindo um abono especial a ser pago para policiais feridos em ação durante o tempo em que durar a licença médica. Bonito, não é mesmo? Mas de outra banda, a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, defende com ossos e pele que o policial não deva ser promovido quando, em ação, se envolver na morte de algum dos chamados suspeitos até que seja finalizado o processo. A defesa de Maria do Rosário, acatada pelo governo gaúcho, é de que há "homicídio decorrente de ação policial" e não mais "resistência seguida de morte". O tal abono, portanto, entra lotado por uma via transversal. O policial ganha se for ferido e perde se reagir e matar. Muito transversal isso


Tráfico

Agentes do Denarc, coordenados pelo delegado Marcus Viafore, prenderam, na noite de quinta-feira, dois jovens de 19 e 21 anos, respectivamente, na rua Coronel Vicente, Centro de Canoas. Foram apreendidos cheques, caderno com anotações e contabilidade do tráfico, touca ninja, duas armas (garrucha calibre 22 e um revólver calibre 32), 53 buchas de cocaína, um veículo Siena e um Ford/Focus. De acordo com Viafore, o peso da droga era identificado por cores. "A bucha com a ponta azul pesava 0,5g, a amarela 0,75g, a preta, 1,5g e a branca, 5g. A cor determinava o preço. A bucha pequena (0,5g) custa em torno de R$ 20 e a maior (5g), R$ 200. São técnicas dos traficantes do Rio de Janeiro, como por exemplo, a colocação de cocaína dentro de balões."


Judiciário

Ao participar, terça-feira, do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, em Brasília, a ministra Eliana Calmon, vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) destacou que "a transparência é a palavra de ordem do século XXI", sendo dever dos agentes públicos prestar contas à sociedade de todos os seus atos e realizações. Ela defendeu a valorização do trabalho dos profissionais de Comunicação no Poder Judiciário, afirmando que eles são fundamentais no processo de aproximação com a sociedade


Decisões oficiais
Do DOE (Diário Oficial do Estado): publicada a súmula do primeiro termo aditivo do contrato de locação do imóvel localizado na rua Riachuelo n 1.218, em Porto Alegre, com 1.000m², para funcionamento da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital, sem divulgação do valor do aluguel; a Polícia Civil designou 13 delegados para lecionar no Curso de Capacitação e Qualificação ao Porte de Arma de Fogo para a Guarda Municipal de Esteio no ano de 2013. A Brigada fez isso em 2012 em Porto Alegre. Aos poucos, surgem polícias em nível municipal para atuar nos vácuos deixados pelo governo estadual