ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 14 de setembro de 2013

BANDO USAVA COLETES DA PC PARA EXECUTAR

ZERO HORA 14 de setembro de 2013 | N° 17553

CAROLINA ROCHA

DISFARCE FATAL

Bando usava coletes de policiais em execuções


Transporte e distribuição de drogas, cobrança de dívidas e execuções de devedores. Esses seriam alguns dos serviços prestados por uma quadrilha desmantelada pela 1ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) na manhã de ontem em Alvorada.

Obando não teria ligação com as facções gaúchas. Atuaria sob ordens de traficantes paulistas, fluminenses e paranaenses, fornecedores de drogas para os criminosos do Rio Grande do Sul.

Dois homens, de 24 e 33 anos, e uma jovem de 20 anos foram presos em flagrante em duas casas do bairro Intersul, durante cumprimento de mandados de busca. Em outro imóvel, os policiais apreenderam cinco conjuntos completos de roupas táticas, iguais às usadas por policiais civis gaúchos. Nos coletes à prova de balas, as palavras Polícia Civil foram estampadas. O grupo executaria usuários que tinham dívidas, traficantes que não honravam pagamentos e rivais.

– O grupo se passava por policiais civis para invadir casas de desafetos e usuários devedores e cumprir falsos mandados de busca – explica o delegado Mario Souza.