ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

ATP CRITICA E BRIGADA REBATE

CORREIO DO POVO, 02/09/2013


O presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Ênio Roberto dos Reis, criticou a postura da Brigada Militar em relação aos bloqueios que ocorreram ontem em frente às garagens de ônibus, em Porto Alegre. Segundo ele, qualquer pessoa poderia impedir a circulação de ônibus na Capital pela omissão da corporação. "Algumas empresas estão com oito ou dez manifestantes em frente das garagens, e a Brigada Militar está ali. Nós pedimos para retirar o grupo para os ônibus saírem, e os PMs não fizeram nada", lamentou. 

O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), da Brigada Militar, coronel João Prates Godoy, rebateu as críticas dizendo que a repressão e o conflito com os manifestantes não é a melhor saída para resolver o problema. "Negociamos com as lideranças do movimento e aos poucos os ônibus foram sendo liberados", explicou. Destacou que os casos de depredação foram inexpressivos. De acordo com o oficial, a paralisação contou com a adesão de muitos trabalhadores das próprias empresas de transporte coletivo.


REFLEXÃO E PERGUNTA DE UM USUÁRIO DO BLOG:


REFLEXÃO: Como pode um número reduzido de pessoas interessadas no bloqueio dos ônibus junto as garagens das empresas, impedir a prestação de serviço público essencial que atende a demanda da população e criar um caos numa grande metrópole como Porto Alegre?

O Estado, representado pela força pública, está no local e observa a situação "negocia". Milhares de pessoas estão nas paradas, aguardando o ônibus que não chega e não chegará.

PERGUNTAS:

1 - Está correta a postura do Estado?
2 - Como se sentem as milhares de pessoas impedidas de se deslocarem para os seus afazeres, muitos de natureza urgente?
3 - E a ordem pública, como fica?

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O grande problema no Brasil e por consequência nas unidades federativas é a perda da autoridade e das leis devido à forte ingerência político-partidária interessada mais em promover condescendência, assistencialismo e bondades, do que justiça, ordem pública, segurança pública e bem-estar da população. As forças policiais estão enfraquecidas, amedrontadas, amarradas, contidas, submissas e refém de uma justiça criminal permissiva e dos interesses partidários, ideológicos e individuais. A mediação se transforma numa alternativa para não se omitir, já que a contenção e resgate de direitos têm sido alvos de críticas, erros, punições e ameaças vindos da própria justiça criminal que, ao invés de coativa, prefere priorizar o direito particular do que aplicar a supremacia do interesse público. O resultado desta parcimônia e permissividade está na no modo do Estado enfrentar estas questões, agindo de forma negligente, descartando as leis e desprezando direitos do povo detentor dos mandatos, como a liberdade de ir e vir, o direito ao transporte público, e o direito de viver num país em paz social, justo, livre e solidário, conforme reza a Constituição da república Federativa do Brasil.