ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

JUSTIÇA AUTORIZA PM A VOLTAR A SOCORRER VÍTIMAS DE CRIMES EM SP



Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, disse que vai recorrer da decisão

O GLOBO, COM BOM DIA BRASIL
Atualizado:15/05/13 - 8h43



SÃO PAULO - Uma decisão da Justiça suspendeu a medida da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que impedia a Polícia Militar de socorrer vítimas de crimes como tentativa de homicídio e lesões corporais graves. O atendimento a estas vítimas, segundo a resolução, do início do ano, deveria ser feito pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O secretário de Segurança, Fernando Grella, disse que vai recorrer da decisão.

O pedido de suspensão teve como base a ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo. Em sua decisão, o juiz Marcos Pimentel Tamassiade, da 4ª Vara da Fazenda Pública Central, afirma entender “que a inviolabilidade da vida e o direito à preservação da saúde e da vida, previstos respectivamente no artigo 5º, ‘caput’, e no artigo 196 da Constituição Federal não estão sendo assegurados na plenitude”.

“Muitas vezes”, afirma ainda a decisão, “como é evidente, o caso não pode aguardar a chegada do Samu, sob pena de perecimento da vida”.

O secretário lamentou a decisão judicial. - Nós lamentamos essa decisão e vamos recorrer ao Tribunal de Justiça - disse Grella à TV Globo, na manhã desta quarta-feira.

Grella disse foi que possível esclarecer, a partir da resolução, um número maior de homicídios.