ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

RESPEITO PELA FARDA



ZERO HORA 21 de outubro de 2014 | N° 17959


SUA SEGURANÇA


HUMBERTO TREZZI




No Rio de Janeiro, entrevistei PMs sobre assuntos variados. Em um ponto há consenso: nenhum dos que ouvi sai fardado do quartel ao ir para casa. Colocam a carteira funcional nas cuecas ou nas meias. Todo cuidado é pouco numa cidade em que bandidos deixaram há muito de temer as polícias. Em São Paulo, durante as três ondas de ataques do Primeiro Comando da Capital em 2006, policiais uniformizados eram caçados a tiros, de forma aleatória.

Nada disso acontece no Rio Grande do Sul – ou acontecia – até agora. Nunca ouvi falar de PMs terem receio de andar de ônibus fardados. Pelo contrário, são referência de segurança no coletivo em que embarcam. Basta um olhar para o malandro pensar melhor antes de cometer um crime. Tudo isso antes da execução do soldado Márcio Ricardo Ribeiro, na semana passada. Seja qual for o motivo – roubo ou vingança – está claro que ele foi morto por ser PM. Um dos suspeitos que está preso disse que os criminosos se anteciparam, por receio que o policial reagisse. Que não vire costume. É bom viver num Estado em que policial é respeitado. Polícia, nunca é demais lembrar, costuma ser a barreira que separa a sociedade da barbárie.


 INFORME ESPECIAL | Tulio Milman

FOGO CERRADO 1 - Popular até hoje na tropa, o ex-comandante da Brigada Paulo Mendes levantou democraticamente a voz. Não concorda com a ideia de desobrigar o uso da farda pelos PMs que andam de ônibus. “Isso seria um retrocesso, seria ceder espaço em vez de avançar.”

FOGO CERRADO 2 - O coronel Mendes lembra que no Rio de Janeiro os policiais são instruídos a se locomover à paisana e sem a carteira funcional.
-“Não é esse o modelo que devemos seguir”, dispara.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
- Se foi a época em que um capacete do policial militar pendurado na entrada assegurava a segurança do cidadão e dos policiais. Se foi a época em que apenas um policial militar podia patrulhar o bairro transmitindo a sensação de segurança, pois era respeitado pela população e temido pelos bandidos.

No Brasil sem leis severas e sem um sistema de justiça ágil e coativo, não há garantia da segurança pública. Principalmente para policiais isolados indo para casa, cansados após uma jornada estressante de trabalho perigoso.


Por isto, eu discordo do Comandante Mendes. Não é um retrocesso, é questão de segurança. O fato ''e que vivemos num país da impunidade regulado por leis permissivas e justiça leniente que solta e concede benefícios aos bandidos que aterrorizam as comunidades e enfrentam os policiais. Os policiais formam a linha de frente na defesa da população e são os únicos estorvos dos bandidos soltos ou fugitivos pelas portas abertas das leis e da justiça. Os policiais estão vulneráveis à retaliação dos bandidos e não é a toa que muitos são executados assim que identificados. Defendo o pagamento de auxílio transporte para os policiais não precisarem mendigar favores. Se as autoridades de justiça e parlamentares têm direitos a vários auxílio na sua folha de pagamento, por que não os policiais?