ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

FOTOS DE MULHERES EM ROUPAS ÍNTIMAS COM DISTINTIVOS E SIMBOLOS POLICIAIS



CORREIO DO POVO 13/01/2015


Fotos de mulheres em roupas íntimas com distintivos circulam pelas redes sociais. Comandante da BM e inspetor da PRF prometeram investigar, identificar e punir as mulheres


Voltaire Porto / Rádio Guaíba




Fotos de mulheres de calcinha e sutiã, ou até mesmo nuas em posições sensuais e exibindo símbolos das corporações da Segurança Pública do Rio Grande do Sul passaram a circular em redes sociais, gerando reações entre os comandantes. Somente na Brigada Militar as imagens envolvem o 11º Batalhão da Polícia Militar, o 15º, o 19º e o 20º BPMs, o 4º Regimento de Polícia Montada e a Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) do 9º BPM. Braceletes e distintivos dessas unidades são usados pelas mulheres nas fotografias obscenas e até mesmo equipamentos usados para combater o crime, como cintos, pistolas e algemas, compõem o ensaio.

O fato chegou ao conhecimento do Comando de Policiamento da Capital e o departamento de correição já tomou providências. O major responsável, Eduardo Ramos, encaminhou um pedido de abertura de inquérito na Corregedoria da corporação. “Este fato não envolve somente Batalhões da Capital, nas fotos são expostas outras unidades do interior e é necessária uma investigação na Corregedoria-Geral para tentar identificar os policiais. Nós vamos catalogar todo esse material e encaminhar para o inquérito”, garantiu.

Em caso de identificação dos policiais, as penas pelo crime do uso indevido do uniforme e a falta de disciplina podem resultar, inclusive, em expulsão da Brigada Militar. As mulheres que se submeteram às fotografias também são passíveis de sanção. “No processo civil, elas podem ser penalizadas pelo crime de falsidade ideológica. Também vamos tentar identificá-las”, alertou o major.

Mas a sessão fotográfica ainda envolve mais dois segmentos da Segurança Pública. Em uma das fotos, uma mulher que prende a pistola na calcinha veste a camiseta de um agente penitenciário. Em outra, aparece o uniforme de uma corporação nacional, o que revela que até a Polícia Rodoviária Federal (PRF) entrou na farra do ensaio sensual.

A Susepe informou que desconhecia a circulação das fotografias e o setor de inteligência foi acionado para fazer um acompanhamento das redes sociais na tentativa de apurar a situação.

Já o inspetor da PRF, Alessandro Castro, confirmou que Brasília já tinha conhecimento dos fatos e procurou apurar os responsáveis pela conduta considerada irresponsável. “Não houve uma atitude compatível com a moralidade administrativa, prontamente o sistema corregional nacional procurou identificar quem foram os policias que cederem essas camisetas às mulheres. Assim que as fotos começaram a circular, a ação foi imediata”, declarou.

Entretanto, o policial esclarece que não foi possível punir os responsáveis com a suspensão do trabalho. “Primeiro não sabemos se essas camisetas são falsificadas, em segundo, a identificação dos policiais é colocada na parte da frente e houve o cuidado para as fotos serem tiradas de costas. Por isso, ninguém foi identificado”, lamentou Castro.