ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

40% DE HORAS EXTRAS SERÃO CORTADAS NA BRIGADA MILITAR

DIÁRIO GAÚCHO  20/01/2015 | 10h57


Debora Ely


Agora é oficial. 40% das horas extras da Brigada Militar serão cortadas. Economia nas contas do Estado será de R$ 12 milhões em seis meses. Subcomandante-geral da BM garante que policiamento de rua "permanece 100% inalterado"




Corte foi oficializado na manhã desta terça-feira Foto: Debora Ely / Agência RBS




Cai para 146 mil o número de horas extras mensais acrescidas à jornada do efetivo da Brigada Militar nos próximos meses — até 2014, eram 243 mil. A redução de 40% nas horas extras da BM e do Corpo de Bombeiros, ferramenta que supre a defasagem policial no Estado, foi oficializada na manhã desta terça-feira. A economia prevista nas contas do Rio Grande do Sul é de R$ 12 milhões em seis meses — período estabelecido pelo decreto de redução de gastos implementado pelo governador José Ivo Sartori (PMDB).


Desde a assinatura da medida que restringe despesas, no dia 2 de janeiro, as horas extras de policiais militares e bombeiros estavam totalmente suspensas — medida polêmica em função do receio de redução de policiais nas ruas. Em uma reunião na noite passada do Comando Geral e regionais da Brigada Militar, a redistribuição dos horários foi definida.

— Em momento algum se mexe no policiamento normal da cidade. O policiamento de rua permanece 100% inalterado. O que pode ocorrer é alguma redução na excepcionalidade — garante o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Moacyr Stocker dos Santos.

O subcomandante-geral também garante que, caso seja verificada necessidade durante o período em que o decreto estiver em vigor, pode ser solicitado ao governador a flexibilização da medida.