ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

DÉFICIT NA PC RS É SUPERIOR A 5 MIL AGENTES


CORREIO DO POVO 20/01/2015


Voltaire Porto / Rádio Guaíba

Para Sinpol, déficit na Polícia Civil é superior a 5 mil agentes. Cálculo do sindicado indica que efetivo é o equivalente ao dos anos 1980




Para Sinpol, déficit na Polícia Civil é superior a 5 mil agentes | Foto: Divulgação Polícia Civil / CP




A direção do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil apresentou nesta terça-feira em audiência na Casa Civil uma série de demandas para garantir a continuidade do trabalho na Segurança Pública. A preocupação é com prejuízos que podem ser provocados pelo decreto do governo que determinou contenção de custos. O déficit na corporação é considerado um dos maiores problemas da instituição: atualmente o efetivo, com menos de 5.940 policiais, é o mesmo da década de 80. Fora isso, a tendência é de que 1,3 mil policiais se aposentem ao longo do ano. Pelos parâmetros da ONU, que definem a necessidade de um policial para cada mil habitantes, o número ideal chega a 11 mil.

Com isso, a direção do Sinpol tenta convencer o Estado sobre a necessidade de atender a área, conforme explica Rogério Bilhalva, vice-presidente da entidade. “O governo é novo e o que estamos fazendo é mostrar para os gestores a verdadeira demanda existente. Temos que aproveitar esse grupo de 661 aprovados para a corporação e a promessa é de que o secretário Márcio Biolchi analise nosso pedido”, adiantou. A expectativa é de que a garantia da excepcionalidade, estabelecida no decreto, contemple os pleitos da classe. Desde a semana passada, excedentes do concurso fazem vigília na Praça da Matriz.

Entre as projeções da categoria podem estar em risco até mesmo os serviços de limpeza, além dos contratos de imóveis locados para sediarem delegacias. O corte nas horas extras, que já atingiu a Brigada Militar, também é motivo de preocupação. Entretanto, até o momento, delegados de polícia desconhecem qualquer ordem nesse sentido.

A manutenção de promoções e o pagamento de gratificações também foram exigidos na reunião.