ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

DANÇA DAS CADEIRAS

O SUL, 02/01/2013

WANDERLEY SOARES

Governador faz alerta sobre as estratégias que devem vigorar contra a violência e a criminalidade

No Palácio Piratini, na manhã de ontem, ao dar posse ao novo comandante da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes, o governador Tarso Genro deixou claro que a política da transversalidade não admite a violência no combate à bandidagem, a não ser em casos de ações em que o agente deva se defender. Isso indica que o policial deve pensar e agir de forma técnica e científica antes de tomar uma atitude que possa ferir princípios dos direitos humanos e da transversalidade

Dança (2)

A dança das cadeiras, ocorrida no alto comando da Brigada Militar, não obstante a higidez dos discursos, mostrou pontos inexplicáveis ou, pelo menos, mal explicados. No entanto, por ora, sem que isso corresponda a esquecimento, a decisão entre os conselheiros de minha torre é que se deixe os homens trabalharem.

Dança (3)

Sem entrar em detalhes, Tarso Genro, em seu pronunciamento no salão Negrinho do Pastoreio lotado, lançou farpas sobre o comportamento da imprensa, apontado que as manchetes não colaboram com a melhor forma de interação entre a máquina da segurança, a sociedade e o próprio governo.

Dança (4)
A posse do coronel Fábio Duarte Fernandes, oficial alinhado com a filosofia da transversalidade gaúcha, foi despida, de forma absoluta, das tradicionais solenidades militares que eram cultivadas pela centenária Brigada Militar. Sem formatura da tropa, sem toques de clarim e sem banda. Chego a crer que o corneteiro mór da corporação poderá ser conduzido à aposentadoria compulsória.

Banco

O assalto contra a agência do Banco do Brasil em Campestre da Serra, ocorrido na tarde de ontem, é uma indicação de que a bandidagem está perdendo a ideia fixa em agências do Banrisul. Cerca de cinco homens armados e encapuzados entraram na agência e renderam funcionários e clientes. Os bandidos montaram uma barreira humana em frente ao banco. Segundo testemunhas, o grupo usou um Honda Civic preto e fugiu em direção a São Marcos.

Cedências

O tenente-coronel Tito Livio Coelho, o major Paulo Roberto Lima do Nascimento e o sargento Jorge Aristides Krause Portella passaram à disposição da Assembleia Legislativa

Voos

O Diário Oficial do Estado continua revelando um festival de cedências pouco explicadas e viagens de servidores, por conta do erário, inclusive para a caliente Cuba, com destaque para as áreas da segurança e da educação. Não tenho espaço para todos os voos, mas estão anotados

Avalanche

O tenente-coronel Krukoski, da Brigada, que pressionado por vários segmentos, inclusive por seus superiores, assinou a liberação da avalanche da torcida gremista, terá de explicar a sua decisão para o Ministério Público. Se houver processo, segundo os ideais da ministra Maria do Rosário, o oficial terá suas chances de promoção congeladas.

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