ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 16 de novembro de 2014

O AVANÇO DA PATRULHA VIRTUAL



ZERO HORA 16 de novembro de 2014 | N° 17985

JOSÉ LUÍS COSTA


BIG BROTHER POLICIAL. Dez anos depois de serem introduzidas na Capital, câmeras se consolidam como ferramentas de apoio à segurança. Hoje, os 1,1 mil aparelhos ajudam a capturar seis suspeitos por dia



Quatro episódios recentes ocorridos na Capital evidenciam a importância de monitoramento por câmeras para esclarecer e evitar delitos

Elas surgiram em Porto Alegre há 10 anos sob a polêmica da invasão de privacidade e a necessidade de sigilo dos locais de instalação. Hoje, as câmeras de vigilância estão espalhadas por todos os cantos para quem quiser ver e pouco se discute sobre o assunto.

Em 2004, havia só 10 equipamentos monitorados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na Capital – atualmente, são 1,1 mil, considerando as parcerias com outros órgãos públicos, empresas e instituições. Estão integrados de tal modo à paisagem que passam desapercebidos até por bandidos, consolidando-se como eficiente arma contra a criminalidade. Estimativas da SSP indicam que as câmeras ajudam a capturar seis suspeitos de crimes por dia na cidade.

Em uma década, é natural que ocorram aperfeiçoamentos em larga escala. É uma eternidade em termos de avanços tecnológicos. Mas a grande revolução é fruto de um fenômeno externo que tem nome e sobrenome: Copa do Mundo. Até o começo do ano, o sistema tinha 138 câmeras. Insuficientes para garantir segurança durante a competição – por isso o governo federal despejou R$ 78 milhões na montagem do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Porto Alegre.

Comprou uma supercâmera acoplada a um helicóptero (chamada de imageador térmico aéreo) capaz de filmar uma placa de trânsito a 60 quilômetros de distância, caminhões que são centrais de controle móveis e plataformas elevadas de observação.

Tudo isso gerando imagens de alta definição para dezenas de monitores e um telão de 56 metros quadrados, onde, em breve, também será controlado o deslocamento de viaturas em um mapa digitalizado da Capital, mostrando pontos como quartéis, delegacias, bancos, hospitais e hidrantes.

A SSP tem centenas de câmeras – o número não é divulgado – e as imagens das demais chegam até ela por meio de acordos de cooperação técnica com, por exemplo, Polícia Rodoviária Federal e Empresa Pública de Transporte e Circulação, e instituições privadas, como Concepa e Associação da Empresas do Humaitá e Navegantes.

São 18 convênios, número em vias de ser ampliado para 24, incluindo Assembleia Legislativa, Arena do Grêmio, Beira-Rio, estação rodoviária e Infraero, além de outras parcerias mantidas sob reservas por questões de segurança que podem elevar para 2,1 mil câmeras monitoradas.

Todas as imagens são transmitidas em tempo real para a SSP, formando um cinturão eletrônico que policia virtualmente a Capital durante 24 horas por dia.

– Queremos ampliar ainda mais este serviço, firmando parceria com hospitais, escolas, universidades e empresas – diz o coronel da BM Antônio Scussel, diretor do Departamento de Comando e Controle Integrado da SSP.


SE NÃO EVITA, AJUDA NAS INVESTIGAÇÕES

O princípio fundamental do sistema é evitar crimes. Para isso, policiais militares com décadas de experiência varrem as telas observando movimentações nas vias. Ao desconfiar de algo, acionam PMs nas ruas e passam a “cercar a área” com as câmeras em sintonia com viaturas ou homens a pé.

Se não conseguir evitar o crime, a missão passa a ser ajudar a elucidá-lo, analisando cenas gravadas – armazenadas por até 40 dias – em busca de pistas. Quando é possível o flagrante, as imagens são imediatamente arquivadas.

O policial que fez a abordagem na rua passa no CICC e pega cópia das cenas em DVD, apresentando-as com o suspeito à Polícia Civil, como prova técnica do crime.

– É a evolução que sempre perseguimos. Estamos adquirindo a consciência do que ocorre nas ruas, com intervenções precisas em favor da sociedade – diz Scussel.


Tablets filmarão ruas

Uma das novas etapas do monitoramento eletrônico das ruas de Porto Alegre está em gestação e, em breve, deve ser implementada. Viaturas da Brigada Militar, da Polícia Civil e do Instituto- Geral de Perícias estão sendo equipadas com tablets.

São 200 aparelhos que, em um primeiro momento, servirão para rastrear as viaturas. A movimentação dos carros será acompanhada em um mapa digital no telão do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). O deslocamento é atualizado a cada 30 segundos. Quando ocorrer um chamado pelo 190, não será preciso perguntar aos PMs na rua qual a viatura mais próxima do local. O mapa mostrará.

Os tablets também serão usados para pesquisas ao banco de dados em consultas de situação penal de suspeitos e de carros roubados, entre outras.

Até o final do ano, os policiais poderão registrar ocorrências online pelos aparelhos, que ainda filmarão o trajeto nas ruas, transmitindo para o CICC imagens captadas pelas viaturas.



BM - COPOM


SSP
 

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Pode ter melhorado em tecnologia, mas há problemas de manutenção por falta de recursos, o atendimento é precário pela insuficiência de meios operacionais e a gestão é da SSP, um órgão político sob gestão partidária. Nos países desenvolvidos da Europa esta tecnologia tem tido sucesso graças aos recursos operacionais de campo que chegam de imediato nas ocorrências, estando o centro sob controle de uma determinada polícia e não faltam recursos para a manutenção dos equipamentos, por ser a segurança, uma prioridade para eles.


Jorge Bengochea . TECNOLOGIA AVANÇADA PARA PRENDER, LENIÊNCIA E PERMISSIVIDADE PARA SOLTAR...Na exclamação do bandido, faltou - "Obrigado, senadores e deputados!". A Justiça só é leniente e foge de suas obrigações porque as leis permissivas e o sistema criminal vigente tem o aval dos nobres congressistas eleitos pelo povo.