ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

TECNOLOGIA - SENSOR DE TIROS FALHA


Sensor ignora morte de homem com 10 tiros. Sistema americano opera há cinco meses no bairro Guajuviras, em Canoas - Zero Hora 07/01/2011

Cinco meses depois de entrar em operação, o sistema de detecção de tiros, instalado no bairro Guajuviras, em Canoas, apresentou a primeira falha. O som dos disparos, captados por sensores, indica nos computadores de uma central integrada o local e o horário do tiro. Mas na noite de quarta-feira, o software americano não acusou o som dos cerca de 10 disparos que mataram Isaac de Maia Gonçalves, 29 anos.

Por volta das 23h, Isaac foi morto na Avenida 17 de abril, uma das principais vias do bairro. Segundo testemunhas, dois homens teriam passado de moto pelo local onde ele estava, já atirando. Isaac acabou atingido nas costas e na cabeça e morreu ali mesmo.

Conforme a Brigada Militar, Isaac estava foragido do sistema prisional, depois de ter recebido direito de sair para as comemorações de fim de ano. Ele teria antecedentes por tráfico, homicídio e furto. Ainda não há suspeitos do crime.

Conforme o secretário adjunto de Segurança de Canoas, Eduardo Pazinato, os técnicos americanos ainda não sabem o que fez o som não ser acusado pelo equipamento.

– Não podemos dizer que o sistema falhou. Temos que descobrir se no local existe uma sombra (área em que os microfones não pegam) que impede a captação do áudio ou se houve problema no equipamento – explica Eduardo.

Desde a implantação do sistema, duas pessoas já foram presas após disparos e outras três vítimas foram socorridas e salvas. Segundo a secretaria, desde setembro, houve uma diminuição de 8% dos disparos de arma de fogo em toda a cidade. Em contrapartida, foram registrado aumento de 8% nos casos envolvendo arma branca (facas, facões e outros).