ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PERFIL IDEAL

"Ser policial não é uma profissão fácil em lugar nenhum do mundo, pois lidar permanentemente com o incerto, estar pronto para tomar decisões graves num átimo, defender a si ou a outrem em cada ocorrência e socorrendo as mazelas sociais é extremamente desgastante." Álvaro Lazzarini


Na Inglaterra, em 1929, coube ao Sir Robert Peel, o primeiro inglês de ampla visão em problemas de criminalidade, enunciar o famoso princípio, que ganharia seu nome: a polícia deve ser estável, eficaz e organizada militarmente, debaixo do controle do governo. Bem por isto os integrantes da Metropolian Police inglesa são formados no Peel Center, em Hendon, onde nos primeiros meses são organizados e treinados militarmente.

Em 1833, New York, nos Estados Unidos da América do Norte, ao criar seu corpo policial, também se inspirou no Princípio de Peel. Note-se que o Corpo Policial Permanente, nome original da PM de São Paulo, foi criado em 1831, ou seja na mesma época, constituído por cento e trinta homens, sendo uma companhia de cem pedestres – infantes – e um pelotão de trinta cavalarianos.

As polícias de ordem pública, sempre fardas e eminentemente preventivas, são, em todas as partes do mundo, organizadas militarmente.

Assim são os Gendarmes austríacos, os Carabineri italianos, a Guarda civil espanhola, o Koninklijke Marechausse holandês, a Schutzstafeir e a Ordnung SS alemãs, as forças policiais da Grécia, Marrocos, Argélia, a Real Polícia Montada do Canadá, os Carabineiros do Chile e demais polícias da América letina.

Numa demonstração clara de que não existe qualquer incompatibilidade entre a investidura militar e as atividades policiais, vemos que atualmente as polícias norte-americanas vêm buscando aproveitar partes dos seiscentos mil militares das forças armadas daquele país. Entendem os americanos que o perfil militar é ideal para as missões de polícia de segurança pública, conforme publicou a revista The Police Chief, de abril de 1993, p.19 e 20.

ÁLVARO LAZZARINI, Desembargador. Tirado do texto “Por uma polícia estável, eficaz e organizada”, publicado na Revista Unidade nr 18 de outubro e novembro de 1993. (p. 7)