ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 21 de novembro de 2010

SALÁRIOS MISERÁVEIS - REJEIÇÃO PEC 300 PROVOCA GREVE NACIONAL DE POLICIAIS

Policiais civis de oito Estados entram em greve para pressionar a Câmara dos Deputados a votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que prevê um piso salarial nacional para a categoria - FABIANA MARCHEZI - Agência Estado, ESTADÃO, 20 de maio de 2010 | 16h 53 -


De acordo com a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), aderiram à greve policiais dos Estados da Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. De acordo com a Cobrapol, os serviços de investigação, entregas de intimações e fornecimento de antecedentes criminais estão suspensos.

Caso a PEC seja aprovada, policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários terão um piso salarial nacional e passarão a receber, em média, R$ 3.500 por mês (nível médio) e R$ 7 mil (nível superior). A Cobrapol também informou que, caso a PEC não seja aprovada, mais 11 Estados devem aderir à paralisação até o final da semana que vem.

A PEC voltou a ser incluída na pauta do plenário da Câmara e quase foi votada em sessão extraordinária ontem. Segundo a Cobrapol, a matéria, que havia sido retirada da Ordem do Dia em função de um acordo de lideranças, só retornou após a mobilização dos policiais civis nos Estados.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Recursos orçamentários o Estado sempre tem para pagar os extravagantes reajustes anuais de salários dos Congressistas e dos Magistrados cujo teto não deveria ser superior ao pago para o Presidente da República e seus Ministros. Porém, para pagar servidores policiais, agentes da saúde e professores o Estado diz que não tem dinheiro e mobiliza os congressistas para evitarem o assunto e o judiciário para declarar a ilegalidade da greve. O Estado Brasileiro não é sério e seus Poderes agem de forma corporativista e parcial para defender seus privilégios e deter o direito daqueles que não tem o poder para pressionar.

Esta postagem foi uma indicação da Comunidade Policiais e Bombeiros e do colaborador Rodrigo Brugnole. Obrigado.