ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CASO IGOR COMPLETA DOIS ANOS SEM CULPADOS


Caso Igor: morte de estudante em festa completa dois anos sem culpados - Caso de Polícia, Zero Hora, 30 de novembro de 2010

Após 22 meses de investigação, a Polícia Civil entregou ao Ministério Público em agosto o inquérito policial sobre a morte do estudante de Direito Igor Santos Carneiro, 18 anos, assassinado com um tiro na cabeça durante uma festa na Associação dos Funcionários do Internacional (Asfinter), em Porto Alegre.

O crime ocorreu depois de uma discussão entre seguranças da festa e um grupo de jovens. Igor foi baleado na nuca no momento em que corria para fugir do tumulto.

Menos de uma semana após receber o inquérito policial, a promotora responsável pelo caso, Dirce Soler, já havia solicitado novas diligências à Polícia.

— Pelo que consta no inquérito, a Polícia fez muito. Só não consegui entender por que não ouviram os amigos da vítima, que estavam junto com ela no momento do crime e não identificaram um grupo de seguranças. Isso é elementar — assinala.

Segundo informações obtidas pelo blog, o principal suspeito do crime seria um ex-policial militar, morador de um município da Região Metropolitana. Apesar de ter sido identificado durante a investigação, a polícia não teria conseguido encontrar provas da participação dele no crime. Mesmo com essas dificuldades, a promotora se mostra otimista quanto ao desfecho do caso.

— Se essas duas diligências que solicitei forem cumpridas, ficaremos muito perto de descobrir quem matou o Igor — afirma.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Não acredito que tenha havido corporativismo neste caso. A polícia civil tem dificuldades para investigar, pois a perícia foi sequestrada da instituição, os inquéritos são extremamente burocratizados e a capacidade de recursos humanos é muito pequena. Se houvesse no RS um sistema de preservação da ordem pública envolvendo um judiciário mais próximo dos delitos (juizado de garantia) este tipo de investigação seria acompanhado e o MP não esperaria tanto tempo para aguardar seu pedido de diligências.