ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

ESFORÇO POR MAIS SEGURANÇA

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ZERO HORA 05 de julho de 2017 | N° 18889


OPINIÃO DA RBS



É difícil imaginar como o governo gaúcho, que já não consegue pagar em dia a totalidade dos salários do atual quadro de servidores, vai arcar com os custos das 6,1 mil novas vagas para a área de segurança pública anunciadas ontem. Ainda assim, a decisão sobre o maior concurso das últimas décadas só pode ser vista como um alento para os gaúchos, que clamam pela recuperação do direito de voltar a circular sem medo pelas ruas.

Segurança não depende apenas de policiamento ostensivo, que é parte essencial de qualquer ação contra a criminalidade. E, como a convocação dos novos servidores deve ocorrer só no próximo ano, é preciso que, até lá, sejam colocadas em práticas providências adicionais, incluindo a intensificação de medidas preventivas com ênfase em informação.

Mesmo diante da falta de clareza sobre como será custeado o reforço no quadro funcional, é promissor para a sociedade supor que, até lá, o Piratini já espera contar com dias melhores sob o ponto de vista financeiro. E é positivo que a ênfase na área de segurança pública tenha sido confirmada uma semana depois de a Assembleia aprovar projeto retardando a aposentadoria dos policiais militares. Com a mudança, esses servidores precisarão contar com 25 anos de tempo efetivo de serviço como forma de garantir o direito de passar para a reserva.

A decisão do Piratini de aguardar pela alteração nas regras de aposentadoria dos servidores da Brigada Militar é um indicativo do quanto a adequação do poder público à sua real situação financeira tende a favorecer os contribuintes de maneira geral. No caso, ganham todos os gaúchos, com a perspectiva de mais atenção a uma área hoje em situação crítica, como segurança pública.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - 6 MIL VAGAS PARA AS FORÇAS DA SEGURANÇA PÚBLICA. Não há limites para o crime nas leis, na justiça e na punição, como não há barreiras para o crime nas forças de contenção pelo enorme déficit dos efetivos, fruto da irresponsabilidade dos governantes que sucatearam, desvalorizaram, atrasaram salários, discriminaram, fomentaram a evasão, negligenciaram direitos e desviaram de finalidade para privilegiar e atender interesse partidário. Seis mil é importante, mas não é suficiente diante da elevada demanda e continuidade das evasões e desvios, fatores que continuam incapacitando as instituições policiais e de bombeiros. Na BM, o efetivo atual gira em torno de 20 mil para 37 mil o efetivo previsto, que é utópico, já que a necessidade gira em torno de 50 mil policiais para atender com policiamento ostensivo preventivo nas 24 horas do dia, todos os municípios do RS.