ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

NO RIO, POLICIAIS DISPARARAM 63 DISPAROS CONTRA CARRO MATANDO CINCO JOVENS


ZERO HORA 3 de dezembro de 2015 | N° 18374


VIOLÊNCIA URBANA. PMs que mataram cinco jovens negros dispararam 63 vezes



Os quatro policiais militares que mataram cinco jovens negros em Costa Barros, na zona norte do Rio, no último sábado, acertaram 63 tiros no Palio onde estavam as vítimas, conforme conclusão da perícia da Polícia Civil realizada ontem. A viatura onde estavam os policiais também foi periciada. Os peritos encontraram duas marcas de tiros na lataria da caminhonete da PM, mas ainda não concluíram se foram disparados na noite da chacina.

Os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Êboli, vinculado à Polícia Civil, também examina uma motocicleta que passava pelo local no momento em que os PMs atiraram no carro das vítimas. A moto não foi atingida pelos disparos de fuzil e pistola. A perícia ocorreu no pátio da 39ª Delegacia de Polícia (DP), na Pavuna, zona norte carioca.

Em uma primeira perícia realizada pelo Carlos Êboli, foi constatado que não foram feitos disparos de dentro do carro em que estavam Wilton Júnior, 20 anos, Wesley Rodrigues, 25, Cleiton Corrêa de Souza, 18, Carlos Eduardo da Silva de Souza, 16, e Roberto de Souza Penha, 16. Os cinco morreram dentro do Palio.

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos e o Ministério Público do Estado do Rio receberam ontem familiares dos jovens mortos para oferecer acompanhamento do caso na polícia e na Justiça. A secretaria esclareceu os procedimentos para a obtenção da indenização e o ressarcimento das despesas com os funerais.

O comando-geral da PM determinou, na segunda, a abertura do processo administrativo para julgar a expulsão dos quatro policiais militares envolvidos na chacina: os soldados Thiago Resende Viana Barbosa e Antônio Carlos Gonçalves Filho, o sargento Márcio Darcy Alves dos Santos e o cabo Fabio Pizza Oliveira da Silva, todos lotados no 41º Batalhão da Polícia Militar (BPM), no Irajá, zona norte. Isso significa que eles poderão ser excluídos da corporação antes mesmo do julgamento do crime pela Justiça.

POLICIAIS ALEGAM QUE CARRO SERIA ROUBADO


Os jovens foram mortos nas proximidades do Complexo da Pedreira, uma das áreas mais perigosas do Rio. Segundo a Polícia Civil, as vítimas tinham voltado de um passeio e resolveram sair novamente para fazer um lanche, quando foram surpreendidas pelos tiros disparados pelos PMs na Estrada João Paulo. Os policiais alegaram que o carro estaria ligado a um esquema de roubo de carga, o que não foi comprovado.

A chacina dos cinco rapazes causou comoção. O governador Luiz Fernando Pezão considerou o crime “abominável” e exigiu investigação rigorosa.

Rio de Janeiro


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA -  Está claro que os policiais agiram com despreparo e força desproporcional neste caso e devem ser responsabilizados por isto e até expulsos da PM, mas colocar o fato como racismo extrapola a razão já que os fatos comprovam que foram mortos dentro do carro e os policiais não teriam como saber a cor da pele dos jovens.